Matt Grapenthien conquista segundo bracelete no WSOP em Stud 8-or-Better

Matt Grapenthien venceu o $10.000 Seven Card Stud Hi/Lo 8-or-Better no WSOP e levou $415.648, além do segundo bracelete da carreira.

Matt Grapenthien após vencer o evento $10.000 Seven Card Stud Hi/Lo 8-or-Better no WSOP

Matt Grapenthien confirma sua força no stud

Matt Grapenthien é um dos raros profissionais modernos que ainda se destacam como verdadeiro especialista em stud. Em um cenário dominado por No-Limit Hold’em e Pot-Limit Omaha, ele mostrou que o domínio técnico em mixed games continua sendo uma arma decisiva em torneios grandes e difíceis.

O jogador de Chicago conquistou em 2026 o título do $10,000 Seven Card Stud Hi/Lo 8-or-Better, faturando $415.648 e o segundo bracelete WSOP da carreira. Não foi uma vitória casual: foi a recompensa para alguém que construiu sua trajetória em torno de stud e formatos de pote dividido, onde leitura, paciência e contagem de possibilidades fazem toda a diferença.

Para quem quer evoluir nesse tipo de jogo, vale estudar fundamentos em uma escola de poker, porque em stud a vantagem costuma nascer da disciplina nas streets e da capacidade de interpretar a mão com informação parcial.

Uma carreira construída em torno de mixed games

A história de Grapenthien ajuda a entender por que alguns profissionais permanecem competitivos por tantos anos. Seu primeiro ITM em torneios veio em 2004, quando terminou em terceiro no stud championship do L.A. Poker Classic. Alguns anos depois, ele conquistou a primeira premiação no WSOP ao ficar em 15º no $1.500 stud.

O primeiro bracelete veio em 2014, no $10.000 stud championship do WSOP. Doze anos depois, ele voltou ao topo em uma variante próxima, mas ainda mais complexa em certos spots: o Stud Hi/Lo 8-or-Better. Esse formato exige avaliar continuamente o valor da mão alta e da mão baixa, além de considerar quais cartas seguem vivas e como o board se desenvolve rua por rua.

Essa é uma lição importante para qualquer jogador: em vez de focar apenas nos grandes fields de NLHE, muitos profissionais constroem uma vantagem real ao dominar jogos menos populares. Por isso, ambientes como salas de poker e clubes de poker que oferecem mixed games podem ser extremamente valiosos para quem pensa a longo prazo.

Como o torneio de $10.000 no WSOP se desenrolou

O evento recebeu 190 entradas e distribuiu um prize pool de $1.767.000. Os 29 melhores entraram no dinheiro, e a bolha estourou no Dia 2. Entre os nomes que ficaram pelo caminho antes do Dia 3 estavam Michael Moncek (25º), Phil Ivey (22º), Bryce Yockey (20º), Calvin Anderson (17º), Andrey Zhigalov (16º) e Ryutaro Suzuki (14º).

No início do Dia 3, Maxx Coleman, bicampeão de bracelete, era o chip leader. Grapenthien estava no meio do field, mas foi ganhando terreno com consistência. Antes da formação da mesa final oficial, Bradley Jansen (13º), Paul Volpe (11º) e Matthew Vengrin (9º) também foram eliminados.

Um ponto de virada importante aconteceu quando Grapenthien eliminou Koji Fujimoto, campeão recente do $10,000 triple draw deuce-to-seven championship, reduzindo o field para sete. Em jogos de stud, esse tipo de eliminação pesa muito porque o ritmo é mais cadenciado e cada pote grande altera bastante a dinâmica de pressão.

Jack Germaine e Caitlin Comeskey levam a disputa até o heads-up

A reta final teve como grande protagonista Jack Germaine, do Reino Unido. Ele mandou embora Mark Rubbathan em sétimo lugar por $55.282 e depois eliminou o bicampeão de bracelete Chris Brewer em sexto por $72.587.

Germaine também foi responsável pela queda de Caitlin Comeskey, que terminou em quinto lugar com $97.785. Ela vinha de um quarto lugar no evento ladies e ainda havia sofrido uma mão duríssima no Dia 3, quando seu Full House perdeu para um Straight Flush de Grapenthien. Mesmo assim, conseguiu se recuperar e alcançar mais uma mesa final profunda.

Na eliminação, Germaine acertou um heart flush já nas cinco primeiras cartas e fechou a run de Comeskey. Foi mais uma demonstração de como stud pode virar rapidamente quando a textura das cartas expostas favorece um dos lados da mão.

Walter Chambers saiu em quarto lugar por $135.065 depois de ver seus eights and sixes serem superados por uma sequência ao nove feita no river por Coleman. Mas o próprio Coleman acabaria sendo o próximo eliminado. Ele colocou as últimas fichas no centro com split kings, enquanto Grapenthien tinha A-Q high e duas espadas. Grapenthien acertou a dama na fourth street e outra na sixth street, transformando a mão em trinca de damas e vencendo o pote. Coleman ficou em terceiro com $191.165, somando sua terceira mesa final da série após o 5º lugar no $1.500 pot-limit Omaha e o 4º lugar no $50.000 Poker Players Championship.

Análise: por que essa vitória importa para os jogadores

A conquista de Grapenthien tem valor muito além do bracelete. Ela mostra, de forma clara, que especialização ainda paga muito no poker de torneio, principalmente em formatos com fields menores e maior peso técnico.

Para o jogador que quer ampliar seu ROI, essa vitória serve como um lembrete útil: nem sempre o melhor caminho é disputar apenas os torneios mais populares. Em alguns casos, os melhores spots estão em disciplinas menos jogadas, com fields mais técnicos, e até com suporte de promoções e bônus que ajudam a planejar melhor a sessão e a banca.

Também há uma leitura de mercado aqui. Quando eventos como esse reúnem nomes do calibre de Phil Ivey, Chris Brewer e Maxx Coleman, o bracelete ganha peso real. O mixed game continua sendo um laboratório de alto nível para quem quer ser completo e não apenas forte em uma única modalidade.

O impacto no WSOP e no cenário de mixed games

Além do título, Grapenthien somou 840 pontos no Card Player Player of the Year e 416 pontos no PokerGO Tour, subindo para o 71º lugar no ranking do PGT e entrando na faixa logo abaixo do top 600 na corrida do POY apresentada pela CoinPoker.

Esses números mostram como um único resultado de alto buy-in pode mexer bastante com a temporada de um jogador. Em torneios de mixed games, a variância existe, mas o prêmio para quem domina o jogo também é grande, porque a densidade técnica do field costuma ser alta e a margem de erro, pequena.

Do ponto de vista da indústria, vitórias assim ajudam a manter vivo o ecossistema de jogos mistos. Elas lembram que o poker não é só all-in, flips e grandes pots televisionados. Ele também é paciência, adaptação e conhecimento profundo de formatos menos populares. Por isso, muitos jogadores levam a sério a escolha de estrutura, calendário e apoio de um agente de poker para encontrar os eventos certos.

Conclusão: um segundo bracelete que reforça seu status

Matt Grapenthien não venceu apenas mais um torneio caro. Ele reforçou seu status como um dos nomes mais respeitados do stud moderno e mostrou que a especialização ainda pode levar a resultados enormes no palco mais importante do poker mundial.

O segundo bracelete WSOP, o prêmio de $415.648, a vitória no heads-up contra Jack Germaine e a maneira sólida como navegou a mesa final transformam esse resultado em um dos destaques do ano para fãs de mixed games.

Para os demais jogadores, a mensagem é simples: se você quiser competir em formatos complexos, precisa estudar profundamente, jogar com paciência e entender que edge real vem de conhecimento acumulado. É isso que separa um bom participante de um campeão.

FAQ

Quem venceu o $10.000 Seven Card Stud Hi/Lo 8-or-Better no WSOP?

Matt Grapenthien venceu o evento, conquistou o segundo bracelete da carreira e levou $415.648.

Quantas entradas teve o torneio de Stud Hi/Lo 8-or-Better?

O torneio recebeu 190 entradas e formou um prize pool de $1.767.000.

Quem Matt Grapenthien derrotou no heads-up?

Ele venceu Jack Germaine no heads-up. Germaine recebeu $277.087 pelo vice-campeonato.

Por que Matt Grapenthien é considerado especialista em stud?

Porque seus melhores resultados vieram em eventos de stud e mixed games, incluindo os dois braceletes WSOP da carreira.

O que essa vitória muda para a temporada de Grapenthien?

Ele somou 840 pontos no POY e 416 pontos no PokerGO Tour, melhorando sua posição nos rankings da temporada.