Michael Mizrachi conquista 9º bracelete WSOP e mira Hellmuth
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Michael Mizrachi venceu o $10,000 PLO Championship e chegou ao 9º bracelete da WSOP, mantendo viva a perseguição ao recorde de Hellmuth.
Michael Mizrachi conquista o bracelete 9 na WSOP
Michael Mizrachi acrescentou mais um capítulo de peso à sua carreira em 29 de junho de 2026, ao vencer o $10,000 Pot-Limit Omaha Championship da World Series of Poker por $1,350,203. O resultado lhe deu o nono bracelete da WSOP e o colocou ainda mais fundo no grupo mais seleto do poker mundial.
O que torna essa vitória especial é o momento. Ela veio quase exatamente um ano depois de uma das campanhas mais impressionantes da história recente da WSOP, quando Mizrachi venceu tanto o $50,000 Poker Players Championship quanto o Main Event em 2025. Para a maioria dos jogadores, uma sequência dessas seria a obra-prima da carreira inteira. Para ele, foi apenas mais uma prova de que continua competindo no mais alto nível.
Assim que a última carta caiu, a mensagem ficou clara: Mizrachi está de olho no recorde de braceletes de Phil Hellmuth. E quando um jogador com esse histórico fala isso, o cenário deixa de ser teoria e vira uma corrida histórica de verdade.
Quem é Michael “The Grinder” Mizrachi?
Para quem chegou agora ao nome, Michael Mizrachi tem 45 anos, é profissional de Miami, na Flórida, e há muito tempo é considerado um dos maiores jogadores de mixed games e torneios high-stakes da história. O apelido “The Grinder” combina perfeitamente com seu estilo: paciente, metódico, resistente e extremamente eficiente em estruturas longas.
Antes dessa conquista, o currículo dele já era absurdo:
- 4 vitórias no $50,000 Poker Players Championship, o torneio que muitos consideram o mais difícil do poker;
- título do Main Event da WSOP 2025 e prêmio de $10,000,000;
- entrada imediata no Poker Hall of Fame 18 dias depois da quarta vitória no PPC;
- 2 títulos do WPT;
- mais de $30 milhões em ganhos ao vivo em torneios.
Esses números explicam por que Mizrachi é tratado como referência por profissionais e fãs. Ele não é apenas um especialista de uma modalidade. É um competidor completo, capaz de vencer em ambientes muito diferentes.
Se você quer evoluir no jogo, vale acompanhar conteúdos da nossa escola de poker e também entender melhor o ecossistema de salas de poker e clubes de poker, onde muita gente transforma estudo em resultado.
Por que o $10,000 PLO Championship é tão importante
O Event #70, $10,000 Pot-Limit Omaha Championship, é um dos torneios mais duros do calendário da WSOP. O PLO é famoso por potes grandes, equities comprimidas e decisões pós-flop que punem qualquer deslize. Em outras palavras: é um formato em que a força aparente da mão pré-flop engana muita gente.
O evento recebeu 836 entries e gerou um prize pool de $7,774,800, com 126 jogadores no dinheiro. Isso mostra a dimensão do torneio: um field grande o suficiente para ser prestigiado, mas técnico o suficiente para eliminar rapidamente quem não entende a fundo a dinâmica da modalidade.
Para Mizrachi, havia ainda um detalhe simbólico importante: esse foi o primeiro bracelete dele em um torneio standalone de Pot-Limit Omaha. Ele já era conhecido pela excelência em mixed games, mas agora adiciona ao currículo uma conquista em uma das variantes puras mais respeitadas do poker.
Como Mizrachi venceu: controle total do início ao fim
Essa não foi uma vitória arrancada no sufoco. Mizrachi liderou a prova de forma praticamente contínua e chegou ao final table com uma pilha enorme. Em certo momento, já no three-handed, ele chegou a controlar cerca de 80% das fichas em jogo — uma vantagem brutal, especialmente em PLO, onde ainda existe espaço para viradas, mas a pressão do chip leader pesa demais.
Com essa pilha, ele pôde jogar de forma muito mais confortável:
- aumentar o pote com frequência e colocar os adversários em spots difíceis;
- usar posição para extrair valor e pressão máxima;
- explorar stacks menores que ficam presos entre sobrevivência e agressividade;
- reduzir a variância em mãos marginais, escolhendo melhor onde se comprometer.
No heads-up, o adversário foi o indiano Zarvan Tumboli. O desfecho foi o tipo de mão que só o PLO consegue produzir: uma situação em que o favorito prévio ainda precisa sobreviver a um runout perigoso até o river.
A mão final e a lição estratégica do PLO
A mão decisiva resume perfeitamente o que faz o Pot-Limit Omaha ser tão fascinante e tão cruel. Mizrachi abriu no button para 1 milhão com J 10 7 6. Tumboli respondeu com um 3-bet para 3 milhões segurando A A 6 3, e Mizrachi pagou.
O flop veio 8 8 J. Tumboli colocou as fichas restantes no meio com seu par de ases, e Mizrachi pagou. Naquele instante, ele era um grande azarão, com cerca de 26% de equity. Mas em PLO mãos conectadas têm muito mais valor do que parecem ter antes do flop, e esse é justamente o tipo de estrutura que pune quem superestima um par de ases isolado.
O turn trouxe o 4, e o 9 no river completou a Sequência de Mizrachi, do sete ao valete. Com isso, ele fechou o torneio e ficou com o nono bracelete.
A mão também ensina algo fundamental:
- em PLO, equities ficam muito mais próximas do que em Hold’em;
- um favorito de cerca de 3 para 1 ainda perde com frequência relevante;
- mãos com conectividade e possibilidades de redraw podem superar pares fortes;
- controle emocional é parte essencial do jogo, porque a variância é inerente à modalidade.
Esse é o tipo de spot que separa leitura superficial de entendimento real. Quem quer jogar Omaha com consistência precisa estudar range, textura de board e valor relativo das mãos, em vez de confiar apenas na aparência da mão inicial.
Nono bracelete e a perseguição ao recorde de Hellmuth
Com essa vitória, Mizrachi entrou de vez no grupo mais restrito da história da WSOP. O ranking dos maiores vencedores de braceletes agora tem este topo:
- Phil Hellmuth — 17
- Phil Ivey — 11
- Doyle Brunson — 10
- Erik Seidel — 10
- Johnny Chan — 10
- Benny Glaser — 9
- Johnny Moss — 9
- Michael Mizrachi — 9
- Shaun Deeb — 9
- Nicholas Schulman — 8
Esse contexto é importante porque a conversa já não é mais sobre “um grande resultado”. Agora é sobre relevância histórica. Mizrachi está no mesmo patamar de nomes lendários e ainda tem a chance, mesmo que difícil, de continuar subindo.
Ele mesmo deixou claro que, para alcançar Hellmuth, teria de vencer algo como 2 ou 3 braceletes por ano, tentando encaixar pelo menos um na temporada de verão e outros na WSOP Paradise durante o inverno. É uma meta gigantesca. Mas o fato de ele falar nisso com naturalidade mostra o tamanho da ambição e da confiança no próprio jogo.
Para jogadores que acompanham o circuito e buscam valor ao longo do calendário, também faz sentido ficar atento a promoções e bônus, especialmente quando a ideia é combinar volume online com eventos ao vivo.
Análise de especialista: o que essa vitória muda no poker
Do ponto de vista técnico e de mercado, essa vitória reforça várias ideias importantes. A primeira é que versatilidade continua sendo uma das maiores armas do poker moderno. Jogadores que dominam diferentes formatos têm mais caminhos para construir longevidade e resultados consistentes. Mizrachi é a prova viva disso.
A segunda é que o PLO exige uma mentalidade diferente da do Hold’em. Em Omaha, não basta olhar para um par forte e imaginar segurança. As equities são mais comprimidas, a ação pós-flop é muito mais complexa e a leitura de redraws vale tanto quanto a força bruta da mão.
A terceira lição está no uso de stack. Quando um jogador acumula uma pilha como a de Mizrachi, ele muda a mesa inteira. Os oponentes passam a jogar mais travados, os potes ficam mais controlados e o chip leader consegue impor ritmo sem precisar mostrar mãos premium o tempo todo.
Na prática, o recado para quem quer evoluir é simples:
- estude PLO com foco em equity e textura de board;
- não superestime mãos bonitas sem coordenação;
- aprenda a jogar com e contra stacks grandes;
- trate variância como parte do processo, não como exceção.
Para quem atua de forma mais séria no circuito, inclusive como agente de poker, entender esses detalhes ajuda a orientar melhor jogadores, calendários e escolhas de formato.
Conclusão: Mizrachi já não está só perseguindo a história
O nono bracelete de Michael Mizrachi não é apenas mais um troféu. Ele confirma que o americano continua sendo um dos jogadores mais perigosos do planeta, especialmente quando o field é profundo e o torneio exige paciência, leitura e adaptação.
Ele já tem um currículo de Hall da Fama. Agora, porém, está construindo algo ainda maior: uma perseguição real ao topo da lista de braceletes da WSOP. Phil Hellmuth ainda está à frente com folga, mas Mizrachi fez o que todo grande perseguidor precisa fazer primeiro — transformou o alvo em algo alcançável.
Em resumo, essa vitória mostra que lendas do poker não vivem apenas do passado. Elas continuam competindo, continuam ajustando o jogo e, às vezes, continuam vencendo no nível mais alto. Mizrachi acabou de provar isso mais uma vez.
FAQ
Quantos braceletes da WSOP Michael Mizrachi tem agora?
Michael Mizrachi tem 9 braceletes da WSOP após vencer o $10,000 Pot-Limit Omaha Championship em 2026.
Em qual torneio Mizrachi ganhou o nono bracelete?
Ele venceu o Event #70, $10,000 Pot-Limit Omaha Championship da WSOP.
Quem Mizrachi derrotou no heads-up?
Ele bateu o indiano Zarvan Tumboli na disputa final.
Por que a vitória no PLO Championship é tão importante?
Porque o PLO é uma das modalidades mais técnicas e voláteis do poker, e vencer um championship event nesse formato tem enorme peso histórico.
Mizrachi pode alcançar o recorde de Phil Hellmuth?
É uma missão muito difícil, já que Hellmuth tem 17 braceletes, mas Mizrachi deixou claro que quer continuar perseguindo esse recorde.