Yuri Dzivielevski conquista 6º bracelete WSOP e US$ 2,84M

Yuri Dzivielevski venceu o $100K High Roller da WSOP e faturou US$ 2,84 milhões. Veja os principais potes, o impacto nos rankings e a análise.

Yuri Dzivielevski comemora o sexto bracelete WSOP após vencer o $100K High Roller

Yuri Dzivielevski amplia sua lenda na WSOP

Yuri Dzivielevski já era o brasileiro com mais braceletes da história da World Series of Poker antes mesmo da WSOP 2026 começar. Agora, ele aumentou ainda mais essa vantagem ao vencer, no dia 12 de junho, o evento de US$ 100.000 no-limit hold’em eight-max em Las Vegas, superando um field de 115 entradas para conquistar o sexto bracelete da carreira e um prêmio de US$ 2.841.432.

Esse tipo de resultado muda o peso de um nome dentro do poker mundial. No nível de high roller, não basta aparecer em mesas difíceis: é preciso transformar pressão em fichas, tomar decisões precisas sob ICM e sair vivo contra um field cheio de regulares de elite. Foi exatamente isso que Yuri fez.

Para o poker brasileiro, a vitória tem valor simbólico e prático. Ela reforça a força do país em torneios ao vivo e mostra para a nova geração que o caminho pode começar em [escola de poker]( /pt/escoladepoker ), passar por [salas de poker]( /pt/salasdepoker ) e culminar em títulos gigantes nos maiores palcos do mundo.

O maior prêmio da carreira de Yuri Dzivielevski

Além do bracelete, o resultado trouxe o maior prêmio da carreira de Dzivielevski. Em um torneio de buy-in altíssimo, o valor pago ao campeão reflete não só o tamanho do field, mas também a dificuldade extrema de navegar por mesas com jogadores muito técnicos.

Essa foi a terceira premiação de sete dígitos de Yuri desde o começo de dezembro passado. Antes dessa conquista, ele terminou em terceiro num evento de US$ 150.000 no WSOP Paradise, levando US$ 1,4 milhão, e depois venceu o Super High Roller Bowl Mixed Games por mais US$ 1,3 milhão.

Ou seja, não se trata de um pico isolado. O que se vê é uma sequência de resultados de altíssimo nível em formatos diferentes, o que costuma ser a melhor prova de consistência em poker profissional.

Com esse título, os ganhos ao vivo da carreira de Yuri chegaram a US$ 15,9 milhões. Entre os brasileiros, ele agora ocupa a segunda posição histórica, atrás apenas de Joao Simao, que soma US$ 19,1 milhões.

Como o $100K High Roller da WSOP foi construído

O torneio reuniu 115 entradas e gerou um prize pool de US$ 11.040.000. Apenas os 18 melhores chegaram ao dinheiro, o que mostra o quão dura foi a estrutura.

A presença aumentou quase 12% em relação a 2025, quando o evento recebeu 103 entradas. Em um cenário de buy-ins altíssimos, esse crescimento é um sinal importante: o topo do mercado ainda tem demanda, prestígio e competição real.

A bolha estourou de forma cruel. Artur Martirosian, dono de quatro braceletes, primeiro perdeu com par de ases contra K♠Q♠ de Christopher Nguyen, que acertou projeto de flush no flop e completou dois pares runner-runner. Pouco depois, Martirosian recebeu ases novamente, mas caiu para Teun Mulder, cujo J♠10♠ formou uma sequência no board Q♥8♦6♥6♣9♦ e mandou o russo embora em 19º.

Para quem acompanha o circuito em [clubes de poker]( /pt/clubesdepoker ) ou joga online em [salas de poker]( /pt/salasdepoker ), esse tipo de estrutura mostra o valor do controle de stack, da leitura de ranges e da paciência em fases de pressão máxima.

As mãos que definiram a caminhada até o bracelete

Quando o Dia 3 começou, restavam apenas nove jogadores. Christopher Nguyen liderava em fichas, e Yuri vinha logo atrás, já em posição de brigar diretamente pelo título.

O primeiro grande eliminado foi Martin Kabrhel. O tcheco, dono de cinco braceletes, entrou com J♠J♥ contra o K♦K♣ de Teun Mulder. A mão segurou para Mulder, e Kabrhel caiu em 9º lugar com US$ 255.491. Com esse deep run, ele ultrapassou US$ 18,9 milhões em ganhos na carreira, sendo mais de US$ 12,9 milhões vindos de resultados na WSOP.

Depois veio a vez de Sam Soverel. O norte-americano foi all-in com 10♦10♣ contra A♣K♣ de Dzivielevski. O flop K♠9♣6♥ deu enorme vantagem ao brasileiro, o turn 6♣ consolidou o domínio e o river 5♠ selou o pote. Soverel terminou em 8º e levou US$ 316.234, elevando seus ganhos ao vivo para US$ 33,2 milhões.

Em seguida, Ding Biao também entrou na linha de fogo. Ele abriu com uma parte grande de sua pilha curta segurando par de oitos, Alex Foxen pagou com A-8, e Dzivielevski encontrou par de ases no SB para aplicar um 3-bet que forçou os dois rivais a desistirem.

Logo depois, Ding foi all-in com A♦2♥ contra A♣7♥ de Mulder. O board A♥K♦5♠3♥7♠ deu dois pares para Mulder, que eliminou o chinês em 7º lugar por US$ 401.446. Ding agora tem quase US$ 23,2 milhões em prêmios ao vivo.

Esses potes mostram a essência de um torneio high roller: vencer flips ajuda, mas saber pressionar stacks médios e curtos no momento certo costuma ser o fator decisivo.

A tensão com Martin Kabrhel e o clima do torneio

Além das fichas, o evento também foi marcado por discussões em volta de Martin Kabrhel. No fim do Dia 2, ele bateu boca com Sam Soverel por causa do processo de RFID scanning das cartas. Kabrhel queria que Soverel movesse as hole cards imediatamente para o scanner, enquanto o adversário preferiu esperar o fim da mão.

Em torneios televisionados, esse tipo de discussão vai além da etiqueta. Ela toca em transparência, ritmo de jogo e conforto dos jogadores com o ambiente de transmissão. Kabrhel pediu a presença de um tournament director, a mão foi interrompida e, no fim, ficou decidido que Soverel poderia esperar.

Mais tarde, Kabrhel também se envolveu em outra situação com Alex Foxen, reclamando que o americano teria mexido nos óculos escuros e pedindo uma advertência “grande”. Esses episódios não mudam apenas o clima da mesa; eles também testam a concentração e a resistência mental dos envolvidos.

A lição para quem joga ao vivo é clara: em eventos desse porte, não basta dominar ranges e sizings. É preciso também controlar emoções, lidar com pressão pública e manter a tomada de decisão limpa mesmo quando a mesa vira um ambiente de conflito.

Análise: por que essa vitória de Yuri importa tanto

A conquista de Dzivielevski tem impacto em três frentes principais.

Primeiro, ela fortalece ainda mais a imagem do Brasil como potência do poker. Quando um jogador brasileiro acumula vitórias desse porte, isso inspira novos profissionais, atrai atenção para o mercado local e mostra que a escola técnica do país está entre as melhores do mundo.

Segundo, o resultado reforça uma verdade essencial dos high rollers: não vence apenas quem sabe jogar bem, mas quem consegue adaptar estratégia ao contexto. Yuri mostrou leitura de stack, aproveitamento de posição, pressão de ICM e capacidade de tomar decisões sem se perder emocionalmente. Em torneios assim, GTO é base, mas não resolve tudo sozinho.

Terceiro, a vitória mexe diretamente nas corridas de temporada. Dzivielevski somou 1.200 pontos no Card Player Player of the Year e chegou a 2.760 pontos, subindo para o 30º lugar no ranking geral. No PokerGO Tour, o score de 550 pontos o levou momentaneamente à liderança com 1.484 pontos.

Esse tipo de resultado também ajuda a manter o ecossistema aquecido. Grandes vitórias em live events alimentam interesse por estrutura, estudo e profissionalização, algo que conversa com o crescimento de [promoções e bônus]( /pt/blog/promocoes ), com a expansão de [clubes de poker]( /pt/clubesdepoker ) e até com oportunidades de carreira para quem pensa em trabalhar como [agente de poker]( /pt/agentepoker ).

Conclusão: um marco para Yuri e para o poker brasileiro

O sexto bracelete da WSOP não é apenas mais um número na ficha de Yuri Dzivielevski. É a confirmação de que ele já ocupa um lugar raro entre os grandes vencedores do poker moderno.

Ele não venceu qualquer torneio. Venceu um dos eventos mais caros e difíceis da série, passou por um field extremamente forte, sobreviveu à pressão final e converteu a melhor premiação da carreira em mais um marco histórico para o Brasil.

Para os fãs, fica a imagem de um campeão completo. Para os jogadores, a lembrança de que estudo, disciplina e adaptação seguem sendo os maiores diferenciais. E para a indústria, a prova de que o live poker de alto nível continua produzindo histórias grandes o suficiente para definir uma geração.

FAQ

Quantos braceletes WSOP Yuri Dzivielevski tem agora?

Yuri Dzivielevski chegou ao sexto bracelete da WSOP com essa vitória no $100K High Roller.

Quanto Yuri ganhou no $100K High Roller da WSOP 2026?

Ele faturou US$ 2.841.432 pelo primeiro lugar.

Quantas entradas teve o $100K High Roller da WSOP?

O torneio teve 115 entradas e prize pool de US$ 11.040.000.

O que essa vitória mudou nos rankings de Yuri?

Ele somou 1.200 pontos no Card Player POY e assumiu a liderança provisória do PokerGO Tour com 1.484 pontos.

Quem caiu na bolha do $100K High Roller?

Artur Martirosian foi o bubble boy, eliminado em 19º lugar após duas mãos duríssimas com par de ases.