WSOP 2026: Zipfel vence PLO e Pauli leva o Razz
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A WSOP 2026 coroou Jason Zipfel no PLO e Sebastian Pauli no Razz. Veja mãos-chave, premiações e o impacto para os jogadores.
WSOP 2026 destaca PLO e Razz na reta do verão
A World Series of Poker volta a provar que os formatos menos badalados também podem entregar história grande, tensão real e valor técnico altíssimo. Enquanto o No-Limit Hold’em costuma dominar as manchetes, esta fase da WSOP 2026 colocou Pot-Limit Omaha e Razz no centro da conversa — exatamente os tipos de eventos que testam profundidade, adaptação e leitura de jogo.
O resultado foi um pacote perfeito para quem gosta de poker de verdade: de um lado, Jason Zipfel transformou uma participação rara em torneio em seu primeiro bracelete; do outro, Sebastian Pauli venceu uma batalha heads-up longa e dura para levantar seu primeiro título na série.
Com a WSOP se aproximando da metade, o ritmo continua forte. Para quem monta calendário entre [salas de poker]( /pt/salasdepoker) e eventos ao vivo em [clubes de poker]( /pt/clubesdepoker), esse tipo de resultado mostra que eventos de nicho podem mudar uma carreira tanto quanto os grandes holofotes.
Jason Zipfel conquista o primeiro bracelete no Pot-Limit Omaha
Antes desta semana, Jason Zipfel tinha apenas seis premiações relevantes em torneios, e só uma delas veio antes do último ano. A reputação dele nasceu nas private cash games, não no circuito MTT. Mas 2025 já tinha dado um sinal claro de que havia algo mudando: primeiro veio um cash de seis dígitos no Venetian Las Vegas, depois ele voltou a premiar no Main Event da WSOP.
Agora, a virada ficou oficial. Zipfel venceu o evento de $1.500 de Pot-Limit Omaha, que recebeu 2.581 entradas, e levou $441.560 pelo primeiro lugar. É mais que o dobro do seu melhor resultado anterior em torneios e, acima de tudo, o seu primeiro bracelete da WSOP.
Isso é muito relevante porque o PLO é uma das modalidades mais técnicas do poker moderno. Há mais combinações possíveis, mais equities próximas e mais decisões complexas no postflop. Quem vem do cash game costuma ter uma base forte para esse tipo de ambiente, e Zipfel mostrou exatamente isso: paciência, leitura e capacidade de jogar pote grande sem perder o controle. Muitos jogadores que querem fazer essa transição procuram uma [escola de poker]( /pt/escoladepoker) para organizar estudo e melhorar o jogo de torneio.
Zipfel explicou que joga muito cash privado e apenas alguns torneios por ano. Mesmo assim, os resultados recentes sugerem que ele talvez esteja na hora de ampliar o volume em MTT.
Como Zipfel dominou um field gigante de PLO
O torneio começou com dois flights iniciais. Quando o Dia 2 começou, 191 jogadores já tinham chegado ao dinheiro e seguiam vivos na disputa. Zipfel fechou o segundo dia com uma grande liderança em fichas entre os 15 restantes, se colocando em posição de comando antes mesmo da mesa final ser formada.
A partir dali, o campo encolheu rápido:
- em poucas horas, o torneio já tinha caído para 10 jogadores;
- depois, Zipfel ganhou um pote de quatro jogadores e travou a mesa final oficial com nove;
- ele entrou na mesa final com a liderança e praticamente não soltou mais essa posição até o heads-up.
A largada dele na decisão foi brutal. Na primeira mão da mesa final, Zipfel fez uma Sequência até seis e eliminou Ido Aboudi em 9º lugar. Em um instante, passou a ter mais do que o triplo de fichas de qualquer outro jogador.
No PLO, esse tipo de começo costuma ser decisivo. Como os potes crescem rápido e as equities ficam próximas com muita frequência, quem consegue abrir vantagem cedo força os adversários a jogar sob pressão e com menor margem de erro. É um cenário que vale a pena estudar com calma na [escola de poker]( /pt/escoladepoker), especialmente para quem quer evoluir em final tables.
Mãos-chave da mesa final de PLO
Zipfel não venceu apenas por sobreviver; ele foi encontrando as melhores janelas para aumentar pressão e extrair valor. Enquanto isso, outros campeões de bracelete tentavam romper o ritmo dele.
Will Givens, campeão da WSOP em 2014, teve um momento forte e conseguiu um double knockout. Seu Full House, cinco full de reis, eliminou Phillip Mighall em 8º lugar por $51.620 e Thanhlong Nguyen em 7º por $67.310.
Zipfel respondeu logo depois. Seu par de reis segurou contra o draw de flush nuts e a overcard de Michael Estes, que caiu em 6º lugar e recebeu $88.660.
Na sequência, Hokyiu Lee apareceu na disputa ao vencer um duelo entre campeões de bracelete contra Maxx Coleman. O Par de damas de Lee resistiu a muitos outs e mandou Coleman para casa em 5º lugar com $117.950.
Zipfel voltou a pressionar com precisão: ele floppou o nut club flush contra a trinca de oitos de Jochen Pfeifer e confirmou a eliminação do alemão em 4º lugar por $158.460.
No 3-handed, Lee conseguiu reduzir pela primeira vez o stack de Zipfel de forma relevante, ao fazer trips no turn e Quadra de setes no river em um pote grande. Mesmo assim, Zipfel reagiu no momento certo e tirou as últimas fichas de Givens com uma Sequência até valete já no flop, contra dois pares, encerrando a campanha do adversário em 3º lugar por $214.960.
O all-in final e por que a vitória de Zipfel importa
Zipfel e Lee chegaram ao duelo final praticamente empatados em fichas, o que deixou a última mão com clima de decisão real. Depois de um 4-bet pré-flop e o call, o resto das fichas foi para o centro no flop J♦ 6♣ 3♦.
Zipfel mostrou A♥ A♦ J♠ 5♥ e estava na frente, mas sem conforto total. Lee tinha K♣ 9♦ 7♦ 4♣, uma mão cheia de caminhos para melhorar. Qualquer cinco ou qualquer diamante poderia virar o jogo imediatamente.
O Q♠ no turn ainda abriu mais possibilidades para Lee, mas o 7♣ no river manteve os ases de Zipfel na frente e selou o bracelete.
Com essa vitória, Zipfel somou 1.200 pontos no Card Player Player of the Year em sua primeira pontuação qualificatória de 2026. Givens, que recebeu 800 pontos pelo 3º lugar, entrou no top 100 do ranking anual apresentado pela CoinPoker e agora aparece na 96ª posição.
Para quem joga torneios, a campanha dele é um estudo valioso: mostra como fundamentos de cash game, quando combinados com disciplina e boa escolha de spots, podem virar um grande título live em um field cheio de especialistas.
Sebastian Pauli vence o Razz após um heads-up maratona
Se a vitória de Zipfel foi sobre pressão e controle de potes, o título de Sebastian Pauli foi sobre resistência, paciência e precisão técnica em uma modalidade que muitos jogadores ainda subestimam. O Razz recompensa disciplina e leitura, e pune qualquer excesso de confiança.
Pauli e Dennis Weiss, também alemão, travaram uma batalha heads-up de várias horas no evento de $1.500 de Razz. A liderança mudou de mãos mais de uma vez, e o confronto virou uma das decisões mais memoráveis do verão até aqui.
No fim, Pauli segurou a pressão, impediu Weiss de conquistar uma segunda grande vitória em 2026 e garantiu seu primeiro título na WSOP. Para a comunidade de mixed games, esse tipo de resultado é importante porque mantém a modalidade viva e relevante. E para quem quer competir nesse tipo de field, estudo estruturado e até boas [promoções e bônus]( /pt/blog/promocoes) podem fazer diferença na preparação e no volume de jogo.
Análise: o que esses resultados dizem sobre o poker moderno
Essas duas vitórias ajudam a entender o momento atual da WSOP e, em parte, do poker de torneio como um todo. A série continua sendo uma vitrine para formatos que normalmente ficam fora do radar do grande público. Ao mesmo tempo, ela mostra que jogadores altamente especializados ou com forte base de cash game ainda conseguem transformar oportunidade em bracelete.
Os principais aprendizados são claros:
- Habilidade em cash game ainda transfere muito valor. Zipfel mostrou que leitura pós-flop e controle emocional funcionam muito bem em torneios.
- PLO segue sendo uma modalidade de alta variância, mas com enorme teto de EV. Quem domina os spots consegue criar vantagem real.
- Razz exige paciência e disciplina mental. Em heads-up longo, qualquer erro de julgamento pode custar o torneio.
- Escolha de campo continua sendo um fator estratégico. Jogadores que sabem onde estão as melhores oportunidades — seja com apoio de um [agente de poker]( /pt/agentepoker) ou com um calendário bem montado — aumentam muito o valor esperado da temporada.
Do ponto de vista da indústria, resultados assim são excelentes para a WSOP: renovam o quadro de campeões, valorizam jogos mistos e reforçam que a maior série do mundo não vive só de Hold’em.
Conclusão: a WSOP 2026 segue entregando novas histórias
Jason Zipfel e Sebastian Pauli chegaram ao mesmo objetivo por caminhos totalmente diferentes. Um converteu a força do cash game em um bracelete de PLO. O outro venceu uma maratona de Razz para conquistar seu primeiro título na série.
É exatamente por isso que a WSOP segue tão forte: ela não premia apenas os nomes mais famosos, mas também os jogadores que entendem o formato, sabem escolher seus spots e chegam preparados para aproveitar a janela certa.
Se o ritmo atual continuar, a metade final da série promete ainda mais mesas finais dramáticas, campeões inesperados e mãos que vão render debate por bastante tempo.
FAQ
Quem venceu o evento de Pot-Limit Omaha da WSOP 2026?
Jason Zipfel venceu o evento de $1.500 de PLO e levou $441.560, conquistando seu primeiro bracelete da WSOP.
Quantas entradas teve o torneio de PLO vencido por Jason Zipfel?
O evento de Pot-Limit Omaha teve 2.581 entradas.
Quem ganhou o bracelete de Razz na WSOP 2026?
Sebastian Pauli venceu o evento de $1.500 de Razz depois de um heads-up longo contra Dennis Weiss.
Por que a vitória de Jason Zipfel no PLO é importante?
Ela mostra como um jogador de cash game pode transferir habilidades para o torneio, principalmente em uma modalidade técnica e de alta variância como o PLO.
O que esses resultados significam para os mixed games?
Eles ajudam a manter as modalidades mistas em evidência e provam que ainda há espaço para novos campeões fora do Hold’em.