WSOP 2026: Mhatre e Gruneberg vencem braceletes
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WSOP 2026 segue premiando grandes performances: Abhishek Mhatre e Zachary Gruneberg conquistaram braceletes e prêmios altos em Las Vegas.
WSOP 2026 acelera e revela novos campeões
A World Series of Poker 2026 já passou da metade, com mais de 50 braceletes live distribuídos, e o ritmo dentro do Paris Las Vegas continua intenso. À medida que o Main Event se aproxima, a série reforça um ponto que todo jogador sério conhece bem: na WSOP, campo grande, pressão alta e muita variância criam espaço tanto para estrelas quanto para nomes menos conhecidos.
Foi exatamente isso que aconteceu com Abhishek Mhatre e Zachary Gruneberg. Mhatre conquistou seu primeiro bracelete no $3.000 six-handed no-limit hold’em, enquanto Gruneberg levou o título no evento inaugural de $1.500 five-card pot-limit Omaha e adicionou mais um bracelete à coleção. Para quem acompanha o circuito, essas vitórias mostram como a WSOP continua sendo a maior vitrine de poker ao vivo do mundo.
Se você quer enxergar melhor como os jogadores se preparam para esse tipo de maratona, vale observar a base que muitos constroem em salas de poker e clubes de poker, onde o volume e a repetição ajudam a desenvolver o jogo necessário para deep runs como esses.
Abhishek Mhatre conquista o primeiro bracelete no six-max
A vitória de Mhatre chama atenção porque ele entrou no evento com currículo ao vivo muito curto. Antes desse torneio, o canadense tinha apenas dois resultados live, ambos na WSOP 2025. Ou seja, ele não chegava como favorito de mercado, mas mostrou que, em torneios de campo massivo, a leitura de spots e a resistência emocional podem pesar tanto quanto o nome na ficha de inscrição.
O $3.000 six-handed no-limit hold’em reuniu 1.150 entradas e gerou um prize pool de $3.075.500. Depois de um dia longo de poker, apenas 53 jogadores voltaram para a disputa final, e Mhatre já iniciou essa fase com a segunda maior pilha de fichas. Em six-max, isso faz diferença porque a dinâmica é mais agressiva, as ranges são mais largas e a pressão pré-flop aumenta bastante.
- Martin Jacobson, campeão do Main Event de 2014, que terminou em 2º;
- Paulina Loeliger, a conhecida “Poker Bunny”, que ficou em 4º;
- Christopher Vitch, tricampeão de bracelete, que terminou em 6º.
Mhatre quase perdeu tudo quando suas pocket queens bateram de frente com os pocket aces de Loeliger. Mesmo assim, ele sobreviveu ao susto, dobrou duas vezes e depois voltou ao jogo ao fazer set de eights contra as queens da adversária. Esse tipo de recuperação é uma das marcas dos grandes campeões: não basta saber jogar bem, é preciso aguentar a pancada e continuar tomando boas decisões.
No fim, Mhatre eliminou os quatro últimos adversários e fechou o torneio com uma runout favorável de 10♠9♥ contra J♠10♦ de Jacobson. A vitória rendeu $492.050 e 1.440 Card Player Player of the Year points, o maior prêmio da carreira do canadense até aqui.
Zachary Gruneberg faz história no primeiro five-card PLO high-only
Enquanto o no-limit hold’em continua sendo o centro da WSOP, o pot-limit Omaha segue ganhando espaço. Nos últimos anos, o PLO se tornou um dos formatos mais fortes do poker de torneio, e as versões com cinco cartas ampliam ainda mais o número de ações, draws e decisões complexas. Em 2026, a série estreou um evento high-only de five-card PLO, e o título ficou com Zachary Gruneberg.
O jogador da Pensilvânia já tinha experiência vencedora no online, com dois braceletes online conquistados no seu estado, e agora transformou esse histórico em sucesso ao vivo. Ele superou um field de 1.319 inscritos para faturar $271.552 e seu primeiro bracelete live da WSOP.
O torneio distribuiu um prize pool de $1.750.973, e Gruneberg também somou 960 Card Player POY points, pontuação importante para a corrida anual apresentada pela CoinPoker. Para quem joga a temporada inteira, esse tipo de resultado pode mudar completamente a posição em rankings e abrir novas oportunidades.
A trajetória dele foi tudo menos simples. No início do dia 3, Gruneberg era o menor stack entre os sete sobreviventes e ainda olhava para um chip leader com mais de seis vezes suas fichas. Em muitos jogos isso seria um desastre quase irreversível, mas no PLO a estrutura do jogo permite reviravoltas rápidas, porque as mãos costumam estar mais próximas em equidade e os pots sobem de tamanho com facilidade.
No heads-up, ele venceu Hokyiu Lee, de Hong Kong, o único outro vencedor de bracelete na mesa final. Na mão decisiva, Gruneberg acertou uma wheel e segurou contra um grande wrap straight draw e um diamond flush draw de Lee, garantindo o título e o terceiro bracelete da carreira.
Análise de especialista: o que essas vitórias ensinam aos jogadores
Esses dois resultados dizem muito sobre o momento da WSOP e sobre o que o jogador moderno precisa dominar. A série segue provando que variedade de formatos, fields enormes e alta variância abrem espaço para perfis diferentes brilharem — do grinder de online ao competidor live que sabe navegar melhor os momentos críticos.
- Six-max exige adaptação constante. As ranges ficam mais amplas, a pressão de stack aumenta e os erros em posições tardias custam caro.
- Five-card PLO recompensa disciplina técnica. Mais cartas significam mais draws, mais combinações fortes e mais spots em que o entendimento de SPR e de value betting faz diferença.
- Resiliência vale tanto quanto agressividade. Mhatre levou um golpe duro com queens contra aces e, ainda assim, manteve o foco para voltar ao topo.
- Online e live estão cada vez mais conectados. Quem trabalha fundamentos em escola de poker e ganha volume em salas de poker costuma chegar melhor preparado para esse tipo de maratona.
Do ponto de vista do setor, a inclusão de mais eventos de five-card PLO mostra que a WSOP está ampliando o cardápio para diferentes perfis de jogadores. Isso é bom para o ecossistema, porque aumenta o apelo da série, diversifica a agenda e cria novas oportunidades para especialistas em jogos alternativos.
Olhando para a reta final da temporada, é natural esperar ainda mais histórias de campeões improváveis e grandes viradas. Por isso, muitos jogadores planejam o verão não só com buy-ins e satélites, mas também com foco em promoções e bônus, buscando esticar o bankroll e aumentar o número de tiros possíveis.
Conclusão: WSOP continua premiando preparo e paciência
Paris Las Vegas entregou, no mesmo dia, duas histórias bem diferentes e igualmente fortes. Abhishek Mhatre transformou um currículo curto em um primeiro bracelete e um prêmio de carreira. Zachary Gruneberg usou sua experiência em PLO para dominar um evento novo e ampliar sua coleção com mais um título.
A leitura final é simples: na WSOP, vencem os jogadores que unem técnica, controle emocional e capacidade de aproveitar quando a variância vira a favor. Com o Main Event cada vez mais perto, a série ainda tem espaço para novas surpresas — e talvez os melhores capítulos de 2026 ainda estejam por vir.
FAQ
Quem ganhou braceletes na WSOP 2026 nesse dia?
Abhishek Mhatre venceu o $3.000 six-handed no-limit hold’em, e Zachary Gruneberg ganhou o evento inaugural de $1.500 five-card pot-limit Omaha.
Quanto Abhishek Mhatre faturou na WSOP?
Mhatre recebeu $492.050 e 1.440 Card Player Player of the Year points.
O que Zachary Gruneberg conquistou?
Gruneberg levou $271.552, o terceiro bracelete da carreira e 960 Card Player POY points.
Por que o five-card PLO é tão importante?
O five-card PLO cresce rápido porque gera mais ação, mais draws e decisões pós-flop mais complexas do que muitos outros formatos.
Quantas entradas houve no evento six-max de $3.000?
O evento $3.000 six-handed no-limit hold’em teve 1.150 entradas e um prize pool de $3.075.500.