WSOP 2026: Lou, Dunaway e Gregory ganham braceletes
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A WSOP 2026 segue acelerada com novos campeões, fields gigantes e premiações altas. Veja quem venceu e por que isso importa.
A WSOP 2026 está em ritmo acelerado
A World Series of Poker 2026 já entrou em modo turbo. Dos 100 eventos ao vivo valendo bracelete de ouro, 28 campeões já foram definidos, com mais de US$ 69,2 milhões distribuídos em premiações nos torneios concluídos. É um volume que mostra bem a escala da série e a intensidade da disputa em Horseshoe e Paris Las Vegas.
Para quem joga torneios, a WSOP não é só um calendário de resultados. Ela funciona como um grande teste de resistência, disciplina e tomada de decisão sob pressão. Em poucos dias, o jogador passa por formatos diferentes, tamanhos de stack variados e campos que vão de amadores sonhando com a glória até profissionais de elite.
Se você quer evoluir com mais consistência, vale combinar análise de resultados com estudo em uma escola de poker e também acompanhar salas de poker e clubes de poker para praticar e ajustar o jogo ao vivo.
Brayden Lou transforma uma viagem em seu primeiro bracelete
Uma das histórias mais marcantes da série foi a de Brayden Lou, de 21 anos, de San Diego. Ele venceu o $500 no-limit hold’em freezeout, que recebeu 4.100 entradas, e levou para casa US$ 196.066 junto com seu primeiro bracelete.
O título ficou ainda mais especial pelo contexto. Lou estava viajando com o pai, Damon, voltando para casa depois da formatura em Gordon College, em Boston, e decidiu parar em Las Vegas para tentar a sorte na WSOP. Esse tipo de parada improvisada é exatamente o que torna o poker tão imprevisível: uma decisão simples pode virar o maior resultado da carreira.
Antes disso, Lou havia jogado o Monster Stack em andamento, onde conseguiu eliminar o campeão mundial Michael Mizrachi, mas acabou saindo antes da zona de premiação. Depois, entrou no freezeout de $500 e aproveitou a segunda chance da melhor forma possível.
- 616 jogadores premiados
- US$ 1.701.500 em prize pool total
- 660 pontos no ranking Card Player Player of the Year
- primeiro cash registrado na carreira de Lou
Entre os nomes de peso que chegaram longe estavam Josh Reichard (98º), Johnnie Vibes Moreno (36º), Travis Johnson (23º) e Chris Hunichen (7º).
Braxton Dunaway volta ao topo e conquista o segundo bracelete
Se a vitória de Lou foi uma estreia, o resultado de Braxton Dunaway foi confirmação de elite. O jogador do Texas superou um field de 968 entradas no $2,000 no-limit hold’em e ganhou seu segundo bracelete, além de US$ 288.064.
Dunaway já vinha chamando atenção há algum tempo. Em 2025, ele ficou muito perto do maior título do poker e terminou em terceiro lugar no Main Event da WSOP, recebendo US$ 4.000.000. Esse resultado já mostrava que ele sabe jogar sob enorme pressão e enfrentar fields gigantescos.
Com a nova vitória, seus ganhos registrados em torneios passam de US$ 5,8 milhões, sendo mais de US$ 5,5 milhões vindos de 13 premiações na WSOP. Esse tipo de consistência é o que separa um bom resultado isolado de uma carreira realmente forte.
No heads-up, Dunaway derrotou o francês Erwann Pecheux. Foi mais uma grande campanha de Pecheux, que no começo do ano já havia levado US$ 227.504 pelo segundo lugar no European Poker Tour Paris €3,250 mystery bounty event. A sequência acrescentou 760 pontos de POY e o colocou no top 100 do ranking geral da CoinPoker.
- Jonathan Tamayo — 74º
- Shiina Okamoto — 36º
- Zdenek Zizka — 35º
- Ryan Hiller — 14º
- Craig Mason — 11º
- Sami Bechahed — 8º
Brent Gregory supera uma mesa final pesada no mixed game
Uma das mesas finais mais fortes do verão aconteceu no $600 Deepstack no-limit hold’em e pot-limit Omaha eight-max mixed event. O torneio recebeu 3.332 inscrições, e os oito finalistas incluíram alguns dos nomes mais respeitados do poker mundial.
- Daniel Negreanu, sete vezes campeão de bracelete e membro do Poker Hall of Fame, em 8º lugar por US$ 24.347
- Alex Foxen, tricampeão de bracelete, em 5º lugar por US$ 55.305
- Josh Reichard, campeão do WPT e dono de 17 anéis da WSOP Circuit, em 3º lugar por US$ 99.831
- Maurice Hawkins, líder histórico da WSOP Circuit com 25 títulos, que chegou ao heads-up e embolsou US$ 135.864
Em uma mão crucial, Hawkins acertou um full house no river para vencer o flush de Negreanu no turn. Esse pote foi decisivo para colocá-lo na briga pelo primeiro bracelete.
Mas o campeão acabou sendo Brent Gregory, do Missouri. Ele venceu o torneio, conquistou seu primeiro bracelete e levou US$ 204.140. Para um jogador com três anéis da WSOP Circuit, esse foi o maior prêmio da carreira e um salto importante de status.
Depois da vitória, Gregory admitiu que estava nervoso por dividir a mesa com nomes como Foxen, Negreanu e Reichard. E isso resume bem o clima dessas finais: mesmo jogadores muito experientes sentem o peso quando o field final está lotado de vencedores comprovados.
Análise de especialista: o que esses resultados ensinam
Essas três vitórias contam uma história maior sobre a WSOP e sobre o poker de torneio moderno.
Primeiro, a série continua premiando perfis muito diferentes de jogador. Lou é o jovem que aproveita a chance da vida e transforma a primeira marca na carreira em bracelete. Dunaway é o grinder experiente que converte profundidade em título. Gregory é o competidor versátil que sobrevive a uma mesa final duríssima e sai com a maior conquista da carreira. Não existe um único caminho para vencer na WSOP.
Segundo, a versatilidade de formato pesa cada vez mais. Em um mesmo verão, o jogador precisa ajustar estratégia para freezeout, deepstack e mixed game. Isso exige leitura de ranges, adaptação a tamanhos de stack, noção de ICM e capacidade de mudar de marcha conforme o estágio do torneio.
Terceiro, para quem quer evoluir, essas mesas finais funcionam como estudo ao vivo. Observe como os campeões escolhem os spots de pressão, como protegem stack em fases críticas e como mudam o plano no heads-up. Esse tipo de análise vale ouro para quem estuda em uma escola de poker ou pratica com regularidade em salas de poker.
Para quem pensa em carreira no ecossistema do jogo, também existe a parte profissional fora da mesa. Alguns jogadores buscam oportunidades como agente de poker, enquanto outros aproveitam promoções e bônus para maximizar volume e valor ao longo do ano.
Conclusão: a WSOP 2026 ainda tem muita história pela frente
A WSOP 2026 já entregou campeões muito diferentes entre si, mas igualmente relevantes. Lou venceu pela primeira vez e entrou de vez no radar. Dunaway reforçou a imagem de jogador capaz de fechar torneios grandes. Gregory conquistou um bracelete contra uma mesa final cheia de estrelas e mostrou que pertence ao mais alto nível.
A série ainda está longe de acabar, então é bem provável que apareçam mais fields enormes, mais final tables pesadas e mais histórias capazes de mexer com a comunidade. Para o jogador sério, a lição é clara: estudar, acompanhar tendências e aprender com quem vence sob pressão nunca sai de moda.
FAQ
Quantos braceletes a WSOP 2026 já distribuiu?
Até agora, a WSOP 2026 já coroou 28 campeões em 100 eventos ao vivo de bracelete de ouro. Mais de US$ 69,2 milhões já foram pagos em premiações.
Quem venceu o $500 no-limit hold’em freezeout na WSOP 2026?
Brayden Lou venceu o torneio e recebeu US$ 196.066, além do seu primeiro bracelete de ouro. Foi também o primeiro cash registrado da carreira dele.
Quanto Braxton Dunaway ganhou no evento de US$ 2.000?
Braxton Dunaway conquistou US$ 288.064 ao vencer o $2,000 no-limit hold’em event. Essa foi a segunda pulseira de ouro dele na WSOP.
Quem estava na mesa final do mixed event com Negreanu e Foxen?
A mesa final teve Daniel Negreanu, Alex Foxen, Josh Reichard, Maurice Hawkins e Brent Gregory, entre outros. Gregory venceu o evento, enquanto Hawkins ficou em segundo.