WSOP 2026: Justin Smith e Aharoni brilham no dia 23
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WSOP 2026: Justin Smith venceu o Colossus com 16.269 jogadores, e Daniel Aharoni levou o Big O Championship por quase US$ 861 mil.
WSOP 2026 no dia 23: dois campeões de peso e muita ação
O dia 23 da WSOP 2026 trouxe resoluções importantes, grandes nomes no topo e atualizações valiosas em vários eventos paralelos da série. Os principais destaques ficaram com Justin Smith, campeão do gigantesco Colossus, e Daniel Aharoni, que conquistou o Big O Championship de US$ 10.000 depois de enfrentar uma mesa final extremamente difícil.
Para quem acompanha poker de perto, esse tipo de dia resume perfeitamente o que faz a WSOP ser tão especial: de um lado, um torneio massivo, com buy-in acessível e campo gigantesco; do outro, uma disputa técnica e cara, em uma variante que exige leitura, paciência e domínio profundo da estrutura. É a mesma série, mas com testes de habilidade completamente diferentes.
Justin Smith vence o Colossus entre 16.269 jogadores
O Colossus mais uma vez fez jus ao nome. Foram 16.269 inscritos, um número que transforma cada fase do torneio em uma maratona de sobrevivência. Em campos assim, não basta jogar bem uma mão isolada; é preciso controlar a pilha, escolher bons spots e aceitar que a variância vai apertar em vários momentos.
No fim, quem saiu com o bracelete foi Justin Smith. E a história fica ainda mais forte quando olhamos o retorno financeiro: ele entrou no evento por apenas US$ 500 e transformou esse investimento em US$ 550.000. É o tipo de resultado que mantém vivo o sonho de milhares de jogadores que buscam o grande score em torneios de campo enorme.
Smith bateu Myles German no heads-up, e o vice-campeão levou US$ 367.000. A mesa final também contou com:
- Victor Chong — US$ 278.000
- Yuefan Wang — US$ 212.000
- Jose Orozco Gomez — US$ 163.000
- Karabet Keshishyan — US$ 125.000
- Andrew Sanchez — US$ 98.000
- Eric Baldwin — US$ 76.000
Vale destacar Eric Baldwin, que vinha bem no chip count no dia anterior, mas acabou em 8º. Em torneios gigantes, uma sequência ruim pode mudar tudo muito rápido. É por isso que eventos como o Colossus exigem mais do que agressividade: exigem estabilidade emocional e um plano claro para navegar fases longas e cheias de pressão.
Daniel Aharoni conquista o Big O Championship
Se o Colossus premia resistência, o Big O Championship de US$ 10.000 premia técnica pesada. O formato é complexo, a mesa final é afiada e os erros custam caro. Nesse cenário, Daniel Aharoni mostrou muita qualidade para chegar ao título.
O caminho até a vitória passou por adversários de altíssimo nível, como Scott Clements, Sean Troha, Sam Soverel e o membro do Hall da Fama Nick Schulman. Só essa sequência já explica a dimensão do feito.
No heads-up, Aharoni ainda precisou superar Aaron Kupin. A disputa foi dura, mas o campeão fechou o torneio e levou US$ 861.287. Kupin ficou com US$ 574.168 pelo segundo lugar.
Payouts da mesa final:
- Daniel Aharoni — US$ 861.287
- Aaron Kupin — US$ 574.168
- Doug Lorgeree — US$ 394.724
- Bruno Furth — US$ 276.471
- Nick Schulman — US$ 197.362
- Sean Troha — US$ 143.645
- Sam Soverel — US$ 106.635
- Scott Clements — US$ 80.773
Para quem quer evoluir em mixed games, vale estudar fundamentos em uma boa escola de poker e observar como os regulares mais fortes se comportam em clubes de poker. Em variantes como Big O, a diferença entre pagar e desistir no spot certo vale muito dinheiro.
High Roller de US$ 25.000: David Benyamine segue forte
Enquanto os braceletes já começaram a sair, o High Roller de US$ 25.000 segue em andamento e já tem uma disputa muito interessante no topo. O torneio recebeu 329 entradas, e após o fechamento do Day 1B, 110 jogadores continuam vivos. Nesse flight, 224 participantes entraram na ação e 83 avançaram para a próxima fase.
O líder no momento é o italiano Youness Barakat, com 1.675.000 fichas. Logo atrás aparece o americano Philip Marsico, com 1.570.000 fichas. Em terceiro lugar surge um nome muito conhecido do público francês: David Benyamine, que terminou o dia com 1.209.000 fichas.
Essa posição é excelente para o Day 2, principalmente em um field tão duro. O stack médio está em 448.000 fichas, e a retomada será nos blinds 2.000 / 4.000. Outro nome importante é Daniel Negreanu, que fechou o dia com 789.000 fichas.
Para muitos jogadores, eventos assim reforçam a importância de planejamento de bankroll e de aproveitar bem as oportunidades oferecidas por salas de poker e por promoções e bônus. Em séries longas, o trabalho começa muito antes da primeira mão ser distribuída.
Freezeout de US$ 2.500: 12 franceses seguem na disputa
O Freezeout No-Limit Hold’em de US$ 2.500 também fechou o seu primeiro dia. De um total de 1.561 inscritos, restam 320 jogadores na corrida. E a equipe francesa teve um desempenho sólido: 12 franceses avançaram para a sequência do torneio.
O melhor nome francês até aqui é Loris Gauthier, com 448.000 fichas. Logo atrás vem Benoît Flasson, com 418.000. Também seguem vivos:
- Sébastien Grax
- Cédric Schwaederle
- Tristan Forge
- Leo Soma
- Leo Lombardozzi
- Hugues Girard
O stack médio é de 170.000 fichas, então vários franceses estão acima da média e em posição confortável para o próximo dia. Em um freezeout, isso é especialmente importante, porque não existe reentrada para corrigir um começo ruim.
A única baixa importante entre os nomes franceses foi Antoine Saout, eliminado na 279ª colocação. Ainda assim, o torneio segue com um prêmio principal de US$ 513.885 para o campeão, o que mantém a pressão alta para todos os sobreviventes.
Análise técnica: o que esse dia ensina aos jogadores
O dia 23 da WSOP 2026 mostra duas verdades centrais do poker de torneio. Primeiro: em um evento gigantesco como o Colossus, sobreviver é tão importante quanto acumular fichas. Segundo: em uma variante técnica como o Big O, conhecimento estrutural e decisões corretas sob pressão fazem toda a diferença.
Na prática, os recados para jogadores recreativos e regulares são claros:
- em fields enormes, preservar stack e evitar spots marginais costuma valer mais do que tentar vencer tudo na força;
- em mixed games, estudar ranges, posições e dinâmica da mesa é obrigatório;
- em torneios longos, chip lead ajuda, mas não substitui disciplina e adaptação.
Do ponto de vista da indústria, a WSOP continua forte porque entrega algo para todos os perfis: o sonho do grande prêmio, o prestígio do bracelete e a chance de medir forças com a elite. Não por acaso, muitos jogadores transitam entre salas de poker, clubes de poker e até trabalham com um agente de poker para buscar melhores oportunidades de carreira e calendário.
Fechamento: um dia que reforça a essência da WSOP
O dia 23 da WSOP 2026 teve tudo o que o público espera da série: um colosso de inscrições, uma final técnica de altíssimo nível e nomes fortes ainda em ação no High Roller e no Freezeout. Justin Smith e Daniel Aharoni já garantiram títulos de enorme peso, enquanto David Benyamine e vários franceses seguem com boas chances de avançar ainda mais.
A grande lição é simples: na WSOP, vencer exige mais do que cartas boas. É preciso adaptação, resistência, leitura e controle emocional. É isso que separa uma deep run comum de uma campanha digna de bracelete.
FAQ
Quem venceu o Colossus da WSOP 2026?
Justin Smith venceu o Colossus da WSOP 2026. Ele transformou um buy-in de US$ 500 em US$ 550.000.
Quantos jogadores participaram do Colossus na WSOP 2026?
O Colossus teve 16.269 jogadores. Foi um dos maiores fields da série.
Quem ganhou o Big O Championship da WSOP 2026?
Daniel Aharoni foi o campeão do Big O Championship de US$ 10.000. Ele levou US$ 861.287.
Quem lidera o High Roller de US$ 25.000 na WSOP 2026?
Youness Barakat lidera com 1.675.000 fichas. David Benyamine aparece em terceiro com 1.209.000.
Quantos franceses passaram no Freezeout de US$ 2.500?
Doze franceses avançaram para o próximo dia. Loris Gauthier lidera o grupo francês com 448.000 fichas.