WSOP 2026: Dzivielevski leva 6º bracelete e US$ 2,84M
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WSOP 2026 teve um fim de semana gigante: Yuri Dzivielevski ganhou o 6º bracelete, e Nick Schulman e Dong Chen também venceram.
Um fim de semana gigante no WSOP 2026
O WSOP 2026 entregou exatamente o que o público espera da Série Mundial em Las Vegas: fields fortes, buy-ins altos, decisões apertadas e resultados que mexem com a narrativa do festival. Em poucos dias, vários eventos chegaram ao fim e o grande destaque foi Yuri Dzivielevski, que conquistou o sexto bracelete da carreira e reforçou de vez seu status entre os jogadores mais completos do circuito.
Para quem acompanha poker com olhar de jogador, esse tipo de fim de semana vale muito mais do que os números no payout. Ele mostra quem consegue vencer em fields de elite, como os profissionais se adaptam entre diferentes modalidades e quem realmente transforma edge em resultado. Se você gosta de estudar o ecossistema do jogo, vale acompanhar também as salas de poker e os clubes de poker, porque é ali que muita base técnica e de rotina competitiva é construída.
Yuri Dzivielevski vence o $100k High Roller e faz história no NLHE
O maior resultado do fim de semana veio com a vitória de Yuri Dzivielevski no $100,000 High Roller. O torneio teve um field quase inteiro formado por jogadores de altíssimo nível, então cada pote teve um peso enorme, tanto em dinheiro quanto em prestígio.
O brasileiro levou US$ 2,841,432 e conquistou o seu sexto bracelete WSOP. Mas existe um detalhe ainda mais relevante: essa foi a primeira vitória dele em um torneio de No-Limit Hold’em no WSOP. Para um jogador do calibre de Dzivielevski, isso amplia ainda mais a leitura sobre sua versatilidade. Ele já era visto como um nome completo, mas esse título mostra que seu jogo também funciona no formato mais popular e mais exposto do poker mundial.
No heads-up, ele superou Teun Mulder, que ficou com US$ 1,894,282. Em terceiro lugar terminou Alex Kulev, recebendo US$ 1,326,537. O topo da classificação ainda teve:
- Alex Foxen — 6º lugar, US$ 522,347
- Martin Kabrhel — 9º lugar, US$ 255,491
Esse tipo de mesa final explica por que eventos de High Roller são tão valorizados. Não existe espaço para relaxamento, e um deep run já diz muito sobre leitura, adaptação e resistência mental.
Nick Schulman domina o H.O.R.S.E. e chega ao 8º bracelete
Outro resultado importante do fim de semana veio no $1,500 H.O.R.S.E., que reuniu 780 inscritos. Em mixed games, a regularidade costuma pesar mais do que a explosão momentânea, porque o jogador precisa ser sólido em várias variantes e não apenas em uma única dinâmica de hold’em.
Nick Schulman venceu o torneio e embolsou US$ 183,366. Com isso, ele passa a somar 8 braceletes WSOP, um número que o coloca em uma faixa de enorme respeito dentro da história da série. Nesse tipo de evento, Schulman já não surpreende: ele confirma, mais uma vez, que é um dos nomes mais consistentes quando o assunto é jogo técnico e adaptação.
No heads-up, ele bateu o canadense Clayton Mozdzen, que recebeu US$ 122,206 pela segunda colocação. Em terceiro, o francês Jonathan Nebbout chegou muito perto do título, mas terminou com US$ 84,397.
Para o público francês, esse resultado tem peso especial. Nebbout mostrou que a França também pode brigar nas modalidades mais difíceis, não só nos fields massivos de No-Limit Hold’em. Se o seu objetivo é evoluir de forma mais completa, estudar em uma escola de poker ajuda justamente a entender por que H.O.R.S.E. exige uma mentalidade bem diferente da do hold’em tradicional.
Event #32: Omar Zazay conquista o primeiro bracelete
No Event #32, quem levou a melhor foi Omar Zazay. O torneio teve 1.300 participantes, e o jogador conseguiu converter uma longa trajetória em um resultado máximo: o primeiro bracelete WSOP e US$ 538,158 para o campeão.
O heads-up não foi simples, porque Zazay precisou vencer Jean-Robert Bellande, um regular conhecido do high stakes. Ganhar de um adversário desse nível sempre dá mais peso ao título, já que Bellande é o tipo de jogador que pune qualquer erro em momentos decisivos.
Entre os franceses, o melhor desempenho ficou com Kevin Naegelen, que terminou em 8º lugar e faturou US$ 58,677. Já Julien Milliard foi o 15º colocado e levou US$ 23,029. Mais uma vez, a França passou perto de um grande resultado, o que reforça a sensação de que a porta para um título está cada vez mais aberta.
Dong Chen vence o Championship Limit Hold’em e entra para a história
Para fechar o fim de semana, Dong Chen venceu o $10,000 Championship Limit Hold’em. O torneio reuniu 121 entradas e contou com um field de altíssimo nível, o que torna a conquista ainda mais relevante.
Chen levou US$ 285,200 e o seu segundo bracelete WSOP. No caminho até o título, ele enfrentou nomes respeitadíssimos como Benny Glaser, Jeremy Ausmus, Jesse Lonis e Gus Hansen. Não foi uma caminhada simples; foi uma vitória de alto padrão técnico.
O ponto de virada veio quando Chen eliminou Jeremy Ausmus em terceiro lugar e, na sequência, fechou o heads-up contra Benny Glaser. Com esse resultado, Dong Chen se tornou o terceiro jogador chinês a conquistar múltiplos braceletes WSOP. É um marco importante para o poker chinês, que continua crescendo também nas modalidades mais técnicas e menos populares entre o grande público.
Análise de especialista: o que esse fim de semana revela
Esse recorte do WSOP 2026 traz algumas leituras importantes.
Primeiro, a elite ainda manda quando o buy-in sobe. A vitória de Dzivielevski no $100k, mais um bracelete de Schulman e o título de Dong Chen mostram que, em eventos técnicos, experiência, adaptabilidade e profundidade estratégica seguem sendo decisivas.
Segundo, mixed games continuam sendo um terreno de vantagem para jogadores completos. H.O.R.S.E. e Limit Hold’em punem qualquer abordagem unidimensional. Quem quer construir uma carreira forte no WSOP precisa entender estrutura, paciência, seleção de spots e controle de variância. Para isso, não basta jogar: é preciso estudar com método.
Terceiro, a França segue batendo na trave. Nebbout e Naegelen fizeram bons deep runs, e isso normalmente é o melhor indicador de que um título pode estar próximo. Deep run não é só prêmio de consolação; é sinal de presença competitiva real.
Também vale lembrar que a preparação fora das mesas importa muito. Quem quer performar com consistência precisa buscar boas promoções e bônus, escolher bem as salas de poker e, acima de tudo, manter rotina de estudo e volume com disciplina.
Conclusão: WSOP 2026 fica cada vez mais quente
O saldo do fim de semana é claro: o WSOP 2026 já está desenhando uma disputa de alto nível. Yuri Dzivielevski consolidou ainda mais sua imagem de superestrela, Nick Schulman provou novamente por que é referência em mixed games, Dong Chen fez história para o poker chinês e Omar Zazay finalmente converteu uma grande campanha em bracelete.
Para os jogadores, a lição é simples: no WSOP, não vence só quem começa bem. Vence quem se adapta ao field, à modalidade e à pressão da mesa final. É isso que faz da série o maior teste da carreira de qualquer jogador de poker.
FAQ
Quantos braceletes WSOP Yuri Dzivielevski tem agora?
Depois de vencer o $100k High Roller, Yuri Dzivielevski passou a ter 6 braceletes WSOP.
Quem ganhou o H.O.R.S.E. de US$ 1.500 no WSOP 2026?
Nick Schulman venceu o evento e recebeu US$ 183,366, chegando ao 8º bracelete WSOP.
Como foi o resultado de Jonathan Nebbout no H.O.R.S.E.?
Jonathan Nebbout terminou em 3º lugar e ganhou US$ 84,397.
Quem venceu o Event #32 no WSOP 2026?
Omar Zazay venceu o Event #32, levando US$ 538,158 e o primeiro bracelete WSOP.
Por que a vitória de Dong Chen no Limit Hold’em é importante?
Dong Chen conquistou o segundo bracelete WSOP e se tornou o terceiro jogador chinês com múltiplos braceletes WSOP.