WSOP 2026: Chen vence Ladies, Ailloud é 6ª e Mizrachi dispara

WSOP 2026 em Las Vegas: Skye Chen venceu o Ladies Championship, Victoria Ailloud ficou em 6º e Mizrachi e Mateos seguem dominando.

Skye Chen segurando o troféu do Ladies Championship na WSOP 2026 em Las Vegas após a vitória

WSOP 2026 em Las Vegas ganha novas histórias fortes

As World Series of Poker em Las Vegas seguem entregando grandes resultados, e este início de semana trouxe vários destaques ao mesmo tempo. O $1.000 Ladies Championship conheceu sua campeã, o gigantesco Mystery Millions afunilou ainda mais, o $10.000 PLO Championship terminou o Day 3 com uma distribuição de fichas quase absurda, e Adrian Mateos voltou a vencer no Wynn.

Para quem joga torneios, dias assim resumem bem o que faz a WSOP ser tão especial: fields enormes, variância alta, pressão brutal nas fases finais e decisões em que stack, ICM e dinâmica de mesa valem tanto quanto a força da mão.

Skye Chen vence o $1.000 Ladies Championship e leva $194.630

A campeã do $1.000 Ladies Championship foi Skye Chen, que transformou um field de 1.475 entradas em um prêmio de $194.630. Em torneios desse tamanho, não basta sobreviver: é preciso ajustar o jogo o tempo todo, lidar com perfis muito diferentes e escolher bem os spots quando o torneio entra nas fases decisivas.

Chen venceu o heads-up contra a americana Aubrey Williams, que faturou $129.692 com o segundo lugar. Foi uma campanha sólida e consistente, digna de um evento que exige paciência, leitura e capacidade de adaptação.

A mesa final também contou com a francesa Victoria Ailloud, que terminou em 6º lugar e embolsou $37.192. Em um evento com esse porte, chegar à mesa final já é uma conquista enorme — e ainda mais quando o field passa por várias camadas de adversários até a definição do título.

Para a França, o resultado de Ailloud reforça a força do país em torneios live. Em séries como a WSOP, uma mesa final tem peso técnico e simbólico, porque coloca o jogador diante de pressão máxima e de decisões em que o menor erro custa caro.

Resultados franceses e a importância dos deep runs

Além de Ailloud, outros franceses também entraram no dinheiro. Reard terminou em 36º, Latifa Guennas ficou em 48º, e Florence Mazet alcançou a 124ª colocação.

Esse tipo de presença em profundidade mostra que a base francesa está viva e competitiva. Quando vários jogadores do mesmo país ITM e um deles chega à mesa final, isso também reflete preparação e volume — algo que muitos estudam em uma escola de poker, especialmente para entender bolha, ICM e jogo de final de torneio.

Para quem busca crescer no circuito, acompanhar a rotina das salas de poker e as estruturas dos grandes eventos ajuda a perceber como a seleção de torneios e o gerenciamento de banca influenciam resultados no longo prazo.

Michael Mizrachi domina o PLO Championship de forma quase surreal

A história mais impressionante do dia veio do $10.000 PLO Championship. Após o fim do Day 3, restam apenas três jogadores dos 836 inscritos, e Michael Mizrachi fechou a sessão como chip leader.

O detalhe que chama atenção é o tamanho da sua pilha: 40.225.000 fichas, algo próximo de 80% de todas as fichas em jogo. Em Pot-Limit Omaha, isso é uma vantagem gigantesca, porque a modalidade tende a gerar mais variância, mais all-in e mais mudanças de rumo do que o NLH. Com uma pilha dessas, Mizrachi consegue pressionar os stacks médios e curtos quase sem ser contestado.

Com esse cenário, não é exagero dizer que Mizrachi entra na reta final com uma chance muito real de conquistar o 9º bracelete. O fato ganha ainda mais peso porque ele já venceu o Main Event 2025, o que reforça seu momento extraordinário no live poker.

Mystery Millions: só 29 jogadores seguem vivos

O $1.000 Mystery Millions NLH também avançou bastante com o encerramento do Day 2. Depois de começar com um field gigantesco de 22.811 entradas, o torneio agora tem apenas 29 jogadores na disputa pelo bracelete.

O prize pool chegou a $13.230.380, e todos os sobreviventes já têm garantidos pelo menos $36.750. O Day 3 começa nos blinds 1.000.000 / 1.500.000, com stack médio em torno de 31.000.000 fichas.

A boa notícia para o público francês é que ainda há presença nacional forte no evento. Vincent Lavollee segue como o melhor francês em jogo, enquanto Leo Lombardozzo e Slimane Mameche também continuam vivos. Já Antoine Saout, que vinha construindo uma pilha promissora nos últimos dias, foi eliminado e terminou em 19º.

Em fields tão grandes, a diferença entre uma boa trajetória e um resultado histórico costuma estar na execução de spots de pressão e na leitura correta de ICM. É por isso que muitos jogadores usam promoções e bônus para sustentar volume e continuar investindo em torneios desse tipo ao longo do verão.

Adrian Mateos volta a vencer no Wynn e chega a 32 títulos live

Outra vitória de peso veio do Wynn, onde Adrian Mateos conquistou o $25.800 High Roller Championship. O espanhol atravessa uma fase impressionante e segue ampliando o currículo em um nível que poucos jogadores no mundo conseguem sustentar.

Depois de vencer o $250.000 Super High Roller, Mateos voltou a cravar em um evento da Wynn Summer Classic. Embora o torneio tenha recebido apenas 25 inscrições, o field era extremamente qualificado, e o heads-up contra Jovan Kenjic exigiu precisão do início ao fim. No fim, Mateos levou $267.185.

Com essa conquista, ele passa a somar 32 títulos live. Em torneios high roller, repetir vitórias é uma das métricas mais duras de consistência, porque os adversários são fortes, estudados e punem qualquer deslize técnico.

Análise de especialista: o que esses resultados ensinam

Este dia da WSOP mostra três lições importantes para quem leva poker a sério.

A primeira é que fields gigantes continuam sendo a grande porta de entrada para scores transformadores. O Ladies Championship e o Mystery Millions provam que, com paciência e boa gestão de stack, ainda é possível converter volume em resultados enormes.

A segunda é que um stack monstruoso em PLO muda completamente a equação. Em Pot-Limit Omaha, ter 80% das fichas em jogo significa controlar a mesa, ditar o ritmo e colocar pressão máxima em rivais que não podem esperar infinitamente. É um lembrete de como a acumulação de fichas pode ser decisiva em formatos de alta variância.

A terceira é que a consistência de Mateos não acontece por acaso. Para ganhar high rollers, o jogador precisa de estudo contínuo, disciplina, leitura de ranges e capacidade de explorar pequenas vantagens em fields de elite. Quem quer evoluir precisa combinar prática em clubes de poker, revisão técnica e estudo estruturado em uma escola de poker.

No panorama da indústria, a mensagem é clara: a WSOP 2026 já está produzindo narrativas fortes, tanto para nomes consagrados quanto para jogadores que buscam o primeiro grande salto na carreira.

Fechamento: um dia de grandes sinais na WSOP 2026

Skye Chen venceu o Ladies Championship, Victoria Ailloud colocou a França em destaque com o 6º lugar, Michael Mizrachi ficou muito perto de transformar um domínio estatístico em mais um bracelete, e Adrian Mateos seguiu empilhando títulos.

A série em Las Vegas ainda está longe do fim, mas este dia já deixa claro que a WSOP 2026 promete histórias grandes, deep runs memoráveis e disputas que vão movimentar o poker mundial até o último dia.

FAQ

Quem venceu o Ladies Championship da WSOP 2026?

Skye Chen venceu o $1.000 Ladies Championship e faturou $194.630 após bater Aubrey Williams no heads-up.

Em que posição Victoria Ailloud terminou no Ladies Championship?

Victoria Ailloud terminou em 6º lugar e recebeu $37.192, levando a França à mesa final.

Por que a pilha de Michael Mizrachi no PLO Championship chama tanta atenção?

Ele terminou o Day 3 com 40.225.000 fichas, cerca de 80% das fichas em jogo. Isso é uma vantagem raríssima em PLO.

Quantos jogadores restam no Mystery Millions NLH?

Após o Day 2, restam 29 jogadores no torneio, todos já com pelo menos $36.750 garantidos.

Quantos títulos live Adrian Mateos tem agora?

Com a vitória no Wynn High Roller Championship, Adrian Mateos chegou a 32 títulos live.