WSOP 2026: Benoit Fiasson dispara no Millionaire Maker
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WSOP 2026: Benoit Fiasson está em 12º no Millionaire Maker, enquanto o Players Championship e o $2.500 NLH apertam a disputa.
Benoit Fiasson segue vivo no Millionaire Maker
O terceiro dia do $1.500 Millionaire Maker no WSOP 2026 chegou ao fim, e o torneio entrou naquela fase em que cada ficha começa a valer muito mais do que o simples número no stack. Dos 11.769 jogadores que começaram o evento, restam apenas 70, o que mostra o tamanho do desafio e a velocidade com que o field foi sendo reduzido.
Para acompanhar o average no Day 3, foi preciso acumular pouco mais de 4.000.000 de fichas. Em termos práticos, isso significa que a pressão aumentou bastante: não bastava apenas sobreviver, era necessário encontrar spots para ganhar pote, aplicar pressão e evitar que o stack fosse corroído pelas blinds e antes.
Para o público francês, a melhor notícia veio de Benoit Fiasson, que não só passou de dia como embalou uma stack muito forte: 6.700.000 fichas, suficiente para ocupar a 12ª colocação provisória. Em um torneio deste porte, isso já coloca o jogador em posição real de brigar por uma corrida profunda e por um prêmio enorme.
Millionaire Maker afunila para 70 sobreviventes
O Millionaire Maker é um dos eventos mais emblemáticos da WSOP porque mistura field gigantesco, buy-in acessível e um prêmio principal que muda a vida de qualquer jogador. É exatamente o tipo de torneio em que um bom run pode transformar uma série inteira.
Todos os jogadores restantes já estão no dinheiro. A próxima eliminação garante pelo menos US$ 22.800, mas o foco de quem está vivo no evento está muito mais nos degraus finais da premiação e, claro, no título. Nessa altura, cada all-in carrega peso extra, porque o valor das fichas começa a ser influenciado por ICM e pelos saltos de premiação.
No topo do chipcount aparece o americano Bo Chen, com 13.300.000 fichas. É uma liderança importante, especialmente porque stacks grandes nessa fase permitem controlar o ritmo da mesa e pressionar stacks médios com muito mais liberdade.
Quedas francesas e um destaque importante
O dia também teve baixas relevantes para a França. Freddy Caisson caiu em 81º, Jean-Louis Santoni terminou em 112º e Gaetan Balleur ficou em 124º. Em um field tão grande, esses resultados ainda mostram profundidade de jogo, mas também lembram como a WSOP é implacável quando a estrutura acelera.
Nesse cenário, o desempenho de Fiasson ganha ainda mais valor. Enquanto parte da delegação francesa deixou o torneio, ele conseguiu construir uma pilha confortável e chega ao próximo dia com espaço para jogar agressivamente quando necessário. Isso é crucial em torneios longos: quem tem stack consegue escolher melhor quando pagar, aumentar ou dar fold, sem ficar refém da pressão dos blinds.
Players Championship reúne a elite da WSOP
Outro grande foco do dia é o $50.000 Players Championship, que terminou o Day 2 com apenas 39 jogadores restantes. Esse é um dos torneios mais respeitados da série porque exige domínio de várias modalidades e pune rapidamente quem não consegue se adaptar.
No top 10, aparecem nomes como Benny Glaser, Maxx Coleman, Matt Glantz, Chris Brewer e Alex Livingston. Mais abaixo, o field segue impressionante com jogadores como Josh Arieh, Phil Hellmuth, Jesse Lonis, Phil Ivey e Jason Mercier. Em outras palavras, o torneio virou praticamente uma reunião de campeões de bracelete.
O chipleader para o Day 3 será Kristopher Tong, com 2.428.000 fichas, seguido de perto por Benny Glaser com 2.286.000 e Maxx Coleman com 1.917.000. Em um torneio misto, liderar em fichas ajuda, mas a verdadeira vantagem vem da leitura de jogo e da capacidade de mudar de marcha conforme o formato muda.
$2.500 No-Limit Hold'em: 19 franceses avançam
O $2.500 No-Limit Hold'em também trouxe bastante ação. O evento começou com 1.736 inscritos e terminou o primeiro dia com apenas 312 sobreviventes. A eliminação em massa é típica de um torneio NLHE da WSOP com field grande, onde o nível de pressão sobe rapidamente e um erro pode custar todo o stack.
O líder do torneio é o esloveno Blaz Zerjav, bicampeão de bracelete da WSOP, que ensacou 893.000 fichas. É uma pilha muito confortável para a sequência do torneio e uma base excelente para continuar pressionando o field. Em fases iniciais, ter stack grande significa poder roubar blinds com mais frequência, fazer continuation bet com mais liberdade e colocar os adversários em decisões difíceis.
A delegação francesa também teve boa presença. Ao todo, 19 franceses passaram para o próximo dia, e alguns deles montaram stacks bastante jogáveis. O maior deles é Romain Morvan, com 517.000 fichas. Logo atrás vêm Mathieu His com 330.000 e Nicolas Tytgat com 262.000.
Outros nomes conhecidos seguem vivos no torneio, como Maxime Chilaud (158.000), Merceds Osti (179.000), Erwann Pecheux (104.000), Benjamin Gros (58.000), Clément Richez (40.000) e Cédric Schwaederle (35.000). O average está em 194.744 fichas, então ainda existe bastante espaço para recuperação e crescimento, principalmente para quem encontrar bons spots de all-in e souber usar bem a estrutura.
Para quem acompanha a série e quer se preparar melhor para eventos desse nível, vale combinar estudo técnico com planejamento em escola de poker, escolher bem entre as salas de poker e aproveitar promoções e bônus que ajudam na construção do bankroll.
Análise: o que esse dia ensina para jogadores de poker
Esse dia da WSOP deixa claro como uma grande série funciona em camadas. No Millionaire Maker, a mensagem principal é que volume e resistência importam tanto quanto técnica. Em um field enorme, o jogador precisa sobreviver ao caos inicial, mas também saber acelerar quando o stack permite. É um torneio onde a paciência sem agressividade vira passividade, e agressividade sem controle vira eliminação precoce.
No caso de Benoit Fiasson, a posição atual é excelente porque combina stack forte com fase avançada do torneio. Um 12º lugar provisório nessa altura não é apenas uma boa fotografia do momento: é uma base estratégica para pressionar stacks médios e aproveitar a lógica de ICM quando a mesa começar a encurtar. Se ele mantiver a disciplina, tem chances reais de brigar por um resultado de destaque.
O Players Championship reforça outra lição: jogadores completos levam vantagem em campos mistos. Não basta dominar NLHE; é preciso se adaptar a trocas de formato, tamanhos de pote diferentes e dinâmicas que mudam o valor relativo das fichas. É por isso que esse evento continua sendo um termômetro tão respeitado da elite mundial.
Já no $2.500 No-Limit Hold'em, a leitura estratégica é mais direta: stack inicial forte é uma arma. Quem tem fichas pode pressionar antes que o torneio entre em fases de maior ICM, enquanto stacks médios e curtos precisam escolher com cuidado os spots de all-in. Em resumo, a vantagem não está só em ganhar fichas, mas em saber quando usá-las para controlar a mesa.
O que observar a seguir
A próxima etapa será decisiva para Benoit Fiasson, que entra no dia seguinte com uma stack capaz de levá-lo muito longe no Millionaire Maker. Também vale acompanhar o desfecho do Players Championship, onde qualquer erro pode custar caro em um field repleto de campeões.
A WSOP 2026 segue entregando exatamente o que o público espera: histórias diferentes, formatos diferentes e a mesma exigência máxima de qualidade. Quem combina técnica, paciência e agressividade no momento certo continua sendo o perfil mais perigoso de todos.
FAQ
Em que posição está Benoit Fiasson no Millionaire Maker da WSOP 2026?
Após o Day 3, Benoit Fiasson está em 12º lugar provisório com 6.700.000 fichas.
Quantos jogadores restam no $1.500 Millionaire Maker?
Restam 70 jogadores, de um field inicial de 11.769 inscritos.
Quem é o chipleader do $50.000 Players Championship?
Kristopher Tong volta para o Day 3 como chipleader com 2.428.000 fichas.
Quem lidera o $2.500 No-Limit Hold'em?
O esloveno Blaz Zerjav é o chipleader com 893.000 fichas.
Quantos franceses avançaram no $2.500 No-Limit Hold'em?
Um total de 19 franceses passou para o próximo dia do torneio.