Richard Alsup vence Monster Stack da WSOP por US$ 1,3 milhão
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Richard Alsup venceu o Monster Stack da WSOP e faturou US$ 1,302,125. Veja as mãos decisivas, a mesa final e a importância do título.
Richard Alsup conquista o Monster Stack e entra no clube dos grandes resultados
O norte-americano Richard Alsup, de Minnesota, viveu o maior momento da carreira ao vencer o evento $1,500 Monster Stack da WSOP 2026 e embolsar US$ 1,302,125. Em um circuito em que o valor do bracelete vai muito além do prêmio, esse tipo de conquista muda a forma como o jogador é visto pelos adversários, pelos fãs e até por si mesmo.
Alsup já tinha um bracelete no currículo, conquistado no WSOP 2022 em um $800 no-limit hold’em deepstack. Ainda assim, a vitória no Monster Stack tem outro peso: trata-se de uma prova de resistência em um field gigantesco, com estrutura profunda e vários dias de pressão contínua. Agora, seus ganhos ao longo da carreira passam de US$ 3.9 milhões, e ele alcançou pela primeira vez a marca de sete dígitos em um único torneio.
Para quem acompanha MTTs ao vivo, o Monster Stack é o tipo de evento que separa quem apenas sobrevive de quem realmente sabe construir stack ao longo da maratona. Não por acaso, muitos jogadores estudam a agenda, buscam caminhos em salas de poker e usam escola de poker para melhorar decisões em deep stack antes de encarar uma série desse porte.
Um field gigantesco e o primeiro prize pool de oito dígitos da série
O torneio começou em 3 de junho e só coroou o campeão na noite de 10 de junho. Foram quatro flights iniciais e quatro sessões diferentes de Day 2, formato que ajuda a explicar por que o Monster Stack é uma das provas mais cansativas e mais respeitadas da WSOP. No total, o evento recebeu 11,933 entries e gerou um prize pool de US$ 15,841,057, o primeiro da série a ultrapassar a barreira de oito dígitos.
Esse número não é apenas bonito no papel. Um prize pool desse tamanho confirma a força do evento no calendário da WSOP e mostra por que tantos jogadores aceitam investir dias de trabalho em uma única disputa. Em torneios assim, o valor do bracelete, a profundidade dos stacks e a estrutura do jogo criam um cenário muito mais técnico do que lotérico.
Apenas 660 jogadores avançaram para o Day 3 combinado. Alsup entrou na reta final do torneio em sexto lugar entre os oito sobreviventes, uma posição que oferecia espaço para reação, mas também exigia atenção total. Em mesas finais profundas, uma única bad beat pode transformar um stack confortável em pressão real em questão de minutos.
Mesa final do Monster Stack: experiência, viradas e pressão máxima
A mesa final reuniu nomes muito experientes. Kevin Eyster começou como chip leader e já tinha bracelete da WSOP, além de dois títulos do World Poker Tour. Salvatore Dicarlo, John Ripnick e Aaron Massey também traziam bagagem de live poker, o que elevou o nível técnico da disputa.
Logo na segunda mão do dia, Aaron Massey viveu uma das viradas mais impressionantes da mesa final. Ele acordou com pocket aces, entrou forte no pote e venceu um confronto three-way enorme, saltando de uma das menores pilhas para a liderança em fichas. Em torneios desse tipo, mãos assim não mudam apenas o gráfico de stacks: elas alteram a dinâmica emocional da mesa inteira.
Alguns destaques do caminho até o heads-up:
- Nikolaos Angelou, da Grécia, caiu em oitavo lugar e levou US$ 190,000.
- Eyster, que começou com a liderança, terminou em sétimo para US$ 240,000.
- Pierce McKellar ficou em sexto lugar e recebeu US$ 305,000 após perder um pot decisivo contra Dicarlo.
Alsup também passou por um spot crítico quando estava all-in com K♦Q♦ contra pocket aces de Dicarlo. O flop trouxe um rei, e o turn trouxe outro rei, salvando sua pilha e mantendo vivo o sonho do bracelete. Em uma mesa final de Monster Stack, sobreviver a um all-in desses vale quase tanto quanto vencer um grande pote, porque o custo de erro é enorme.
Dicarlo acelerou, Ripnick reagiu e a mesa ficou aberta
Depois de uma sequência de bons resultados, Dicarlo assumiu o controle por um bom período. Ele venceu Matthew Miller em um pote enorme ao acertar straight contra trips de noves no turn, ampliando sua vantagem e colocando pressão sobre o restante da mesa. Em eventos longos, esse tipo de hand costuma ser o ponto de inflexão: quem ganha o pote grande passa a ditar o ritmo, e quem perde precisa reaprender a sobreviver.
Ripnick respondeu com um double importante ao segurar A♠K♦ contra A♣J♦ de Dicarlo. O pote reduziu a folga do chip leader e mostrou que a liderança ainda estava longe de ser definitiva. Mesmo assim, Dicarlo continuava muito bem posicionado e seguia como o adversário mais perigoso da mesa.
Pouco depois, Dicarlo eliminou Miller com A♠K♥ segurando contra A♦5♠, somando mais um scalp e reforçando a impressão de que sua pilha poderia levá-lo até o título. Só que, em torneios com field enorme e final table longa, a vantagem em fichas precisa ser convertida rapidamente. Caso contrário, a pressão dos pay jumps e o jogo de sobrevivência dos oponentes começam a equilibrar a disputa.
Análise de especialista: o que a vitória de Alsup ensina aos jogadores
A conquista de Richard Alsup é um estudo perfeito sobre como ganhar grandes MTTs ao vivo. Primeiro, ela reforça a importância da paciência com estrutura profunda. Em torneios como o Monster Stack, o campeão raramente é quem mais acumula fichas cedo; normalmente é quem sabe atravessar os momentos de maior variância sem perder a disciplina.
Segundo, a final table mostrou como a resistência mental é tão importante quanto o technical play. Alsup enfrentou um all-in gigantesco contra pocket aces e encontrou uma sequência runner-runner de reis para continuar vivo. Isso não significa jogar esperando milagres; significa aceitar que a variância faz parte do caminho e continuar tomando boas decisões mesmo depois de um pot doloroso. Quem estuda em escola de poker sabe que o controle emocional é uma das maiores vantagens em torneios longos.
Terceiro, eventos desse porte deixam claro por que a preparação de calendário é tão relevante. Jogadores que alinham volume, descanso e seleção de torneios — seja em clubes de poker, seja com apoio de um agente de poker — conseguem entrar em séries grandes com mais energia e menos improviso. Em fields com quase 12 mil entradas, qualquer detalhe de preparação conta.
Do ponto de vista estratégico, o Monster Stack favorece jogadores que combinam fundamentos de deep stack com ajuste fino de ICM na reta final. A estrutura dá espaço para pós-flop, mas quando os pay jumps ficam grandes, cada decisão pré-flop e cada sizings de aposta passam a ter impacto enorme. É exatamente esse equilíbrio entre técnica e paciência que torna o evento tão valioso para a comunidade.
O impacto para a WSOP 2026 e para a corrida do ano
A vitória de Alsup foi um dos resultados mais importantes da WSOP 2026 até aqui porque marcou o primeiro prize pool de oito dígitos da série e coroou um campeão em um dos eventos mais emblemáticos do verão. O Monster Stack não entrega apenas um bracelete: ele entrega uma validação de longo prazo para quem consegue sobreviver ao caos de um field gigantesco.
Além do prêmio principal, Alsup somou 1,440 pontos no ranking de Card Player Player of the Year e entrou de vez na conversa da temporada. Para um profissional, isso é relevante porque um grande resultado no meio do ano pode redefinir metas, agenda e até a forma como os adversários encaram seu jogo nas próximas etapas da série.
Conclusão: um título que vale mais do que o dinheiro
O Monster Stack continua sendo uma das provas mais completas do poker ao vivo. Ele exige técnica, resistência, leitura de stack, controle emocional e capacidade de aproveitar o momento certo. Não basta sobreviver; é preciso saber quando pressionar e quando esperar.
Richard Alsup fez exatamente isso. Transformou um field enorme em uma vitória de US$ 1,302,125, conquistou o segundo bracelete da carreira e deixou uma mensagem clara para a temporada: em torneios gigantes, constância e sangue-frio ainda são as armas mais poderosas.
FAQ
Quem venceu o Monster Stack da WSOP 2026?
Richard Alsup foi o campeão do evento e levou US$ 1,302,125, além do segundo bracelete da carreira.
Quantas entradas teve o Monster Stack da WSOP?
O torneio recebeu 11,933 entries e gerou um prize pool de US$ 15,841,057.
Qual foi a mão mais importante de Richard Alsup na mesa final?
Uma das mais decisivas foi quando ele segurou K♦Q♦ contra pocket aces de Salvatore Dicarlo e acertou dois reis para sobreviver.
Por que o Monster Stack é tão respeitado entre os jogadores?
Porque junta field enorme, estrutura profunda e muitos dias de jogo, exigindo paciência, técnica e resistência mental.