POY 2026 no poker: Punsri, Lonis e Schulman na briga

A corrida do Card Player POY 2026 está aberta: Punnat Punsri lidera, mas Jesse Lonis, Nick Schulman e outros seguem na cola.

Punnat Punsri lidera a corrida do Card Player POY 2026 na reta final da temporada

A corrida do Card Player POY 2026 entrou na reta decisiva

Faltando pouco mais de dois meses para o fim de 2026, a disputa pelo título de Card Player Player of the Year, apresentado pela CoinPoker, está entre as mais equilibradas dos últimos anos. A liderança existe, mas está longe de ser confortável, e um único deep run em um grande torneio pode mudar tudo em questão de horas.

Punnat Punsri aparece na ponta neste momento, porém a margem é pequena e o calendário ainda oferece muita ficha para quem conseguir emplacar uma sequência forte. Atrás dele há um grupo de jogadores extremamente perigosos, com nomes capazes de transformar a tabela a qualquer momento. Para quem acompanha poker de alto nível, essa é exatamente a fase em que a temporada fica mais interessante.

Se você estuda o circuito com foco em carreira e evolução, vale acompanhar também conteúdos sobre salas de poker, clubes de poker e escola de poker, porque a corrida por pontos de POY começa muito antes da última mesa final.

Punnat Punsri sustenta a liderança com consistência de elite

Punsri soma 7,624 POY points e construiu esse total com uma combinação rara de volume, profundidade e adaptação a fields muito fortes. O maior resultado dele em 2026 foi o 2º lugar no WSOP Europe €8,400 No-Limit Hold’em GGMillion$ High Roller, desempenho que rendeu 1,000 POY points.

O que torna a temporada de Punsri tão forte é a regularidade. Ele chegou a 25 mesas finais classificatórias em 2026, número que explica por que está brigando pelo topo da temporada. Em corridas de POY, não basta uma explosão isolada; é preciso empilhar resultados ao longo de muitos meses.

A evolução dele nos últimos anos também chama atenção. Em 2022, terminou apenas em 44º na disputa; em 2023, subiu para 21º; em 2024, foi 4º; e em 2025 ficou muito perto do título. Agora, o profissional tailandês tenta transformar essa sequência de crescimento em um troféu que já bateu na trave outras vezes.

Jesse Lonis e Nick Schulman seguem muito vivos na disputa

Logo atrás de Punsri está Jesse Lonis, com 7,556 POY points. A diferença é pequena o suficiente para ser apagada por uma única campanha profunda, e isso deixa a disputa totalmente em aberto. Lonis ainda carrega um peso extra na narrativa: ele foi o campeão da corrida POY em 2025, superando Punsri por uma margem apertada.

Agora, Lonis persegue um feito raríssimo: vencer o POY em anos consecutivos. Em 30 anos de história da premiação, ninguém conseguiu isso. Se ele repetir o feito, entrará em um grupo seleto ao lado de nomes como Adrian Mateos, Stephen Chidwick e Daniel Negreanu, todos vencedores múltiplos do prêmio.

Nick Schulman também está na faixa de ataque, com 7,556 POY points. Isso é ainda mais impressionante quando lembramos que ele foi introduzido no Poker Hall of Fame há apenas 15 meses. Desde então, ele vem jogando uma das melhores temporadas da carreira, com resultados que reforçam seu status de elite.

No verão, Schulman conquistou o 8º bracelete da WSOP e ainda ficou perto do 9º em mais de uma oportunidade. Em setembro, ele bateu sua própria marca histórica ao vencer seu segundo título Triton em Jeju e levar US$ 3,854,888, o maior prêmio da carreira até hoje. Para um jogador já consagrado, isso mostra que a motivação continua altíssima.

Brandon Wilson, Alex Foxen e a força da regularidade

A briga não se limita ao trio da frente. Brandon Wilson segue provando que sua campanha de 2026 é real e não apenas um momento passageiro. Ele se mostra especialmente perigoso em fields de high roller, onde um único pódio ou uma mesa final pode render uma quantidade enorme de POY points.

Alex Foxen, como de costume, permanece entre os nomes mais consistentes do circuito. Ele talvez nem sempre gere o maior barulho, mas a capacidade de estar perto do topo repetidamente é exatamente o tipo de característica que costuma decidir corridas longas.

Eelis Parssinen também merece destaque por um motivo importante: ele mostra que não é preciso ser especialista em no-limit hold’em para brigar por um prêmio dessa magnitude. O domínio em pot-limit Omaha e em formatos mistos amplia muito as possibilidades de pontuar, especialmente em um calendário tão variado quanto o de fim de temporada.

Análise de especialista: o que essa corrida POY ensina aos jogadores

A disputa de 2026 confirma uma tendência clara do poker moderno: um grande resultado não basta. O prêmio de POY normalmente recompensa quem combina volume, versatilidade e consistência ao longo do ano, não apenas quem vence um torneio gigante e depois desaparece da tabela.

Para quem joga online e ao vivo, esse cenário também reforça a importância de planejamento. Não adianta apenas buscar o maior buy-in possível; é preciso avaliar custo, field, estrutura e chance real de maximizar EV. Em alguns casos, trabalhar com um agente de poker pode ajudar a organizar melhor a participação em séries e a construir uma rota de longo prazo.

O calendário final ainda pode virar a tabela de cabeça para baixo

A reta final do ano está carregada de eventos capazes de mudar o ranking em poucos dias. Ainda restam uma etapa do Triton Super High Roller Series, o World Series of Poker Paradise, o WPT World Championship no Wynn Las Vegas, o EPT Prague e outros torneios grandes. Isso significa que a corrida está aberta não só matematicamente, mas também em termos de momentum.

Na prática, esse tipo de calendário favorece jogadores que conseguem manter o foco por semanas seguidas. Um título, dois deep runs ou uma sequência de ITMs nos eventos certos podem transformar completamente a disputa. É por isso que a liderança atual não oferece garantia nenhuma.

Para quem pensa como profissional, este é o momento de revisar rota, bankroll e seleção de eventos. Muitas vezes, a diferença entre um ano bom e um ano histórico está em escolher as paradas certas, onde o field, a estrutura e a qualidade do edge trabalham a favor. Quem acompanha a cena ao vivo também pode comparar opções entre salas de poker e clubes de poker com muito mais critério.

Conclusão: o POY 2026 ainda está totalmente em aberto

O resumo da situação é simples: o Card Player POY 2026 ainda não tem dono. Punnat Punsri lidera, mas a vantagem é curta. Jesse Lonis caça um bicampeonato histórico, Nick Schulman vive uma temporada digna do Hall da Fama, e Brandon Wilson, Alex Foxen e Eelis Parssinen seguem com chances reais.

A tendência é que as próximas semanas tragam novas reviravoltas. E isso é ótimo para os fãs e valioso para os jogadores: no poker de torneio, o título costuma ir para quem fecha a temporada em alta, não necessariamente para quem passou mais tempo na frente no meio do ano. A disputa segue aberta, e o próximo grande festival pode mudar tudo.

FAQ

Quem lidera a corrida Card Player POY 2026?

Punnat Punsri está na liderança no momento. Mesmo assim, a diferença para os perseguidores é pequena e pode mudar com uma única campanha forte.

Jesse Lonis pode ganhar o POY pelo segundo ano seguido?

Pode, e essa é exatamente a missão dele. Se conseguir mais mesas finais e bons resultados em grandes eventos, tem chance real de virar a tabela.

Por que Nick Schulman ainda é um candidato forte ao POY?

Porque ele está muito perto da liderança e vem de uma temporada excepcional, com bracelete da WSOP e um grande título Triton em Jeju.

O que mais pesa numa corrida de POY no poker?

Consistência, volume e resultados profundos em vários tipos de torneio. Um grande título ajuda, mas normalmente não substitui vários deep runs ao longo do ano.