Nathan Gamble vence o WSOP PLO8 e leva o 3º bracelete
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Nathan Gamble venceu o WSOP PLO8 Championship, conquistou o terceiro bracelete e faturou US$ 767.395. Veja a análise da mesa final.
Nathan Gamble confirma sua força no PLO8 do WSOP
Nathan Gamble transformou o Pot-Limit Omaha eight-or-better em sua melhor assinatura no poker ao vivo. O norte-americano de 36 anos conquistou seu terceiro bracelete da World Series of Poker, e as três vitórias vieram exatamente nessa variante. Em um cenário de elite, isso não é apenas consistência — é especialização de altíssimo nível.
Na edição de 2026 do WSOP $10,000 PLO8 Championship, Gamble superou um field de 390 entradas e embolsou US$ 767.395, o maior prêmio da sua carreira em torneios. Para quem acompanha o circuito e entende o valor dos formatos split-pot, esse resultado coloca o texano em uma conversa muito seleto grupo de especialistas capazes de dominar um evento técnico do começo ao fim.
Para jogadores que alternam entre salas de poker e clubes de poker, a vitória de Gamble também serve como lembrete de que as maiores vantagens ainda nascem do estudo profundo de formatos menos óbvios, onde leitura de mãos e cálculo de equity fazem enorme diferença.
O peso histórico de três braceletes na mesma modalidade
Logo após a vitória, Gamble disse que mal conseguia colocar em palavras o que sentia. Ele comentou ainda que, na noite anterior, olhou as estatísticas e acreditava já ser o número 1 do mundo em premiações de braceletes no PLO8. Depois desse título, afirmou que agora sabe de forma inequívoca que é o número 1 do mundo em braceletes no PLO8 — uma frase que resume bem a dimensão simbólica do feito.
No poker, braceletes não são apenas troféus. Eles funcionam como marca de legado. Ganhar uma vez pode acontecer em um run perfeito; ganhar três vezes na mesma disciplina mostra domínio real, repetido e sustentável. É por isso que essa vitória tem um impacto que vai muito além do cheque.
Gamble também lembrou que sonhava com isso desde os 12 anos, assistindo Negreanu, Ivey e outros nomes que moldaram sua visão do jogo. Esse detalhe dá contexto emocional ao título: não foi só uma campanha vencedora, mas a concretização de um objetivo construído ao longo de décadas.
Como foi a reta final do WSOP $10,000 PLO8 Championship
O torneio distribuiu um prize pool de US$ 3.627.000, com pagamento para os 59 melhores colocados. Entre os nomes que avançaram fundo estavam John Hennigan, Phil Hellmuth, Brad Owen, Jason Daly, Mike Gorodinsky, Joao Vieira, Dylan Weisman, David Coleman, Ryan Hughes, Shota Nakanishi, Matt Vengrin, Jason Mercier, Matthew Schreiber e Jarod Minghini.
A mesa final começou com cinco jogadores. Justin Liberto, bicampeão de bracelete, retomou o jogo com uma pilha enorme, quase quatro vezes maior que a de Gamble. Em teoria, era a posição ideal para controlar a final. Na prática, porém, o PLO8 quase nunca permite um roteiro simples: a estrutura de high e low cria potes grandes, reviravoltas rápidas e muita pressão em spots de all-in.
- Nino Pansier foi o primeiro eliminado, em 5º lugar.
- Martin Zamani conseguiu um double-up gigante e entrou de vez na disputa.
- Gamble e Liberto trocaram potes decisivos pela liderança.
- O título foi definido pela capacidade de converter as melhores equities em fichas reais.
As mãos que mudaram o rumo do título
Um dos primeiros momentos decisivos aconteceu quando Martin Zamani dobrou contra Nino Pansier em um pote de 3-bet. Zamani tinha top two pair e o nut low draw contra top pair e o segundo melhor low draw de Pansier. Ele segurou no high e também completou o low, levando o pote inteiro. Em PLO8, esse tipo de mão é o manual perfeito de como punir adversários que não têm cobertura suficiente nas duas metades do board.
Pansier, que terminou em 5º para US$ 174.981, depois se envolveu em um all-in com K♥K♣8♠4♠ contra A♦J♥10♣4♥ de Zamani. O board Q♦10♥3♥10♦3♦ deu trips de dezes para Zamani com kicker de ás, encerrando a campanha do holandês. O resultado elevou seus ganhos ao vivo na carreira para mais de US$ 3,1 milhões.
Logo depois, Zamani acabou sendo o próximo a cair. Ele colocou as fichas com A♥K♣7♠2♦ contra J♣4♣3♠2♣ de Justin Liberto. O flop A♦Q♥2♠ deu dois pares para Zamani, enquanto Liberto ganhou o nut low draw e outs para a wheel. O turn 9♥ não mudou nada, mas o river 5♣ completou a sequência de cinco cartas altas para Liberto, que levou o pote inteiro. Zamani ficou em 4º lugar e recebeu US$ 245.467, chegando a US$ 8,7 milhões em ganhos ao vivo na carreira.
Análise de especialista: por que essa vitória importa para a estratégia no PLO8
A campanha de Gamble é uma aula prática de estratégia moderna no PLO8. Os melhores jogadores da modalidade não pensam em high e low como caminhos separados; eles constroem ranges capazes de disputar as duas partes do pote ou, no mínimo, evitar que o adversário faça scoop com facilidade. Foi exatamente isso que apareceu no jogo de Gamble.
A forma como ele virou o duelo contra Liberto é especialmente relevante. Em formatos split-pot, quem lidera as fichas costuma parecer confortável, mas essa sensação desaparece rapidamente quando o oponente encontra mãos com cobertura de low e forte potencial de high. A vitória de Gamble mostra paciência, disciplina e seleção correta de spots para pressionar.
O recado para quem joga é claro: no PLO8, tamanho de stack ajuda, mas composição de mão ajuda mais. É preciso ter redraws, proteção contra quartering e leitura exata de quando vale brigar por metade do pote e quando vale buscar o scoop. Quem quer evoluir nesse tipo de cenário precisa combinar prática com estudo em uma escola de poker, onde a lógica do split-pot pode ser analisada com método.
Outro ponto importante é o valor da especialização. Mesmo em um calendário do WSOP dominado pelo Hold’em, eventos como esse provam que conhecimento profundo de formatos de nicho ainda gera edge real. Isso é positivo para especialistas e também mantém o poker misto relevante para o ecossistema. Para quem monta bankroll jogando ao vivo, entender o impacto de promoções e bônus pode ajudar a encontrar mais valor entre séries e casas diferentes.
Fechamento da mesa final e o que fica para o circuito
Marco Johnson caiu em 6º lugar para US$ 127.208, e a mesa final caminhou para o trio decisivo: Gamble, Liberto e Matthew Beinner. Beinner terminou em 3º, levando US$ 351.037, depois que seu A♥Q♣J♥3♣ não conseguiu superar o A♠K♥9♥7♣ de Liberto. Ele tinha boa equity no flop, com par de três, nut flush draw e wrap, mas não melhorou no board final.
A partir daí, Gamble assumiu o controle. Em uma das mãos mais importantes, seu nut flush draw e nut low draw se concretizaram depois do all-in em um flop 10♣8♣4♠. Liberto tinha par de oitos e o segundo melhor low draw, mas a sequência de 5♥ no turn e K♣ no river completou o flush e garantiu o scoop para Gamble.
Esse é o tipo de final que separa campeões de vice-campeões. Gamble não venceu apenas por sorte ou por um único cooler; ele ajustou o ritmo, escolheu as melhores batalhas e converteu vantagem técnica em resultado. Para quem joga PLO8, a lição é direta: paciência, cálculo e disciplina continuam sendo as armas mais valiosas.
FAQ
Quantos braceletes WSOP Nathan Gamble tem no PLO8?
Nathan Gamble agora tem três braceletes WSOP, e todos foram conquistados no Pot-Limit Omaha eight-or-better.
Quanto Nathan Gamble ganhou no WSOP PLO8 Championship 2026?
Ele faturou US$ 767.395, o maior prêmio da carreira em torneios.
Quantas entradas teve o WSOP $10,000 PLO8 Championship 2026?
O evento registrou 390 entradas e gerou um prize pool de US$ 3.627.000.
Quem ficou em segundo lugar no WSOP PLO8 Championship?
Justin Liberto terminou em segundo após liderar boa parte do dia final.
Por que o PLO8 é considerado uma modalidade tão técnica?
Porque o jogador precisa avaliar high e low ao mesmo tempo, além de lidar com quartering, redraws e decisões complexas de equity.