Koji Fujimoto conquista o WSOP $10.000 2-7 Triple Draw

Koji Fujimoto venceu o WSOP $10.000 2-7 Triple Draw e levou $392.478 ao bater Nick Schulman. Veja a análise do heads-up e do field.

Koji Fujimoto comemorando a vitória no WSOP $10.000 2-7 Triple Draw contra Nick Schulman

Koji Fujimoto vence um dos eventos mais técnicos do WSOP

Ganhar um título de $10.000 deuce-to-seven triple draw no World Series of Poker é uma tarefa que exige muito mais do que boa run. Essa modalidade cobra leitura de mãos, disciplina, controle de range e uma compreensão profunda de como cada descarte muda a força relativa da mão. Foi exatamente nesse ambiente que Koji Fujimoto construiu uma das vitórias mais respeitadas da série, superando Nick Schulman no heads-up para conquistar seu primeiro bracelete e $392.478.

Para o japonês, o título é a confirmação de uma evolução consistente em mixed games. Para o cenário do poker, é mais uma prova de que quem investe em formatos menos populares pode alcançar o topo em eventos de altíssimo nível. Se você quer entender melhor esse ecossistema, vale acompanhar nossa escola de poker e também as salas de poker, onde o volume e o estudo de mixed games começam para muitos grinders.

Um field forte e uma reta final cheia de nomes pesados

O torneio recebeu 176 entradas, e no Dia 3 restavam apenas 11 jogadores com chance real de bracelete. Isso já mostra o peso do field: não havia espaço para “mesa fácil” ou para avançar apenas no instinto. Era um grupo de especialistas, campeões e veteranos que conhecem profundamente as nuances do jogo.

Esse tipo de field é justamente o que dá prestígio aos eventos de mixed games no WSOP. O número de inscrições pode ser menor que em um torneio de hold’em, mas a qualidade técnica costuma ser altíssima.

Nick Schulman controlava a mesa, mas Fujimoto não se entregou

Quando a mesa final oficial de seis jogadores foi formada, Schulman aparecia com 3,8 milhões de fichas, enquanto Hang tinha 2,2 milhões, Smith 1,8 milhão e Fujimoto 1,55 milhão. Ou seja: Schulman entrou na parte decisiva com vantagem de stack e com a experiência de um campeão múltiplo da série.

Ele confirmou essa pressão ao eliminar Brunson em sexto lugar por $62.404. Brunson, muito short, completou um 10-9 low até a terceira draw, mas Schulman fechou uma wheel — 7-5-4-3-2 — e encerrou a trajetória do Hall of Famer.

Mesmo assim, Fujimoto seguiu competitivo. Em triple draw, um chip lead parece confortável, mas a estrutura do jogo faz com que a vantagem se desgaste rapidamente quando o adversário evita erros e escolhe bem os spots de agressão. Foi isso que manteve o japonês vivo até a virada do heads-up.

As eliminações que definiram o bracelete

A mesa final foi um ótimo retrato de como o $10.000 2-7 Triple Draw pune qualquer vacilo.

No heads-up, Schulman começou com vantagem aproximada de 3:2 em fichas. Em muitos torneios isso pesaria bastante, mas em um jogo de tanta precisão e margens curtas, um único ajuste de leitura pode mudar toda a dinâmica da disputa.

Análise: por que a vitória de Fujimoto importa para os jogadores

Esse bracelete vale mais do que o prêmio.

Primeiro, ele reforça uma lição importante: mixed games continuam premiando estudo profundo. Em tempos de foco quase total no no-limit hold’em, quem investe em jogos de draw e estruturas limitadas ainda pode criar uma vantagem real e duradoura.

Segundo, a campanha de Fujimoto mostra que o Japão está se tornando uma força cada vez mais visível nas modalidades técnicas. Em 2026, essa já foi a terceira vitória japonesa no WSOP, somando-se aos resultados de Naoya Kihara. Isso não é coincidência; é sinal de crescimento estruturado.

Terceiro, a final também reforça a importância de gestão emocional. Schulman tinha nome, currículo e stack para fechar a vitória. Fujimoto, porém, manteve a pilha sob controle, evitou linhas precipitadas e soube esperar a hora certa de virar o jogo.

Para quem quer evoluir como jogador, o recado é claro: estudar ranges, entender a matemática do draw e ganhar volume em clubes de poker e com promoções e bônus pode ser tão importante quanto jogar grandes festivais. Em formatos como 2-7 triple draw, a preparação faz diferença direta no resultado.

O que esse resultado representa para o WSOP e para Fujimoto

A primeira pulseira de Koji Fujimoto tem impacto esportivo e simbólico. No plano individual, ele entra para a lista de jogadores que conquistaram um bracelete em uma das disciplinas mais respeitadas do calendário. No plano coletivo, o resultado ajuda a mostrar como o WSOP segue sendo uma vitrine global, onde especialistas de diferentes países podem vencer grandes nomes americanos e escrever sua própria história.

Para Fujimoto, a vitória pode abrir portas em fields ainda mais pesados e consolidar sua imagem como um jogador forte de mixed games. Para os fãs, fica a lembrança de uma final table de altíssimo nível, com Schulman, Brunson e Baxter representando diferentes gerações e Fujimoto provando que a nova guarda já está pronta para vencer.

Em resumo, este foi um bracelete conquistado no detalhe, na paciência e na precisão. E é justamente por isso que ele tem tanto valor dentro do WSOP.

FAQ

Quem venceu o WSOP $10.000 2-7 Triple Draw?

Koji Fujimoto venceu o evento, derrotando Nick Schulman no heads-up para conquistar seu primeiro bracelete WSOP e US$ 392.478.

Quantas entradas teve o WSOP $10.000 2-7 Triple Draw?

O torneio registrou 176 entradas. No Dia 3, apenas 11 jogadores ainda estavam na disputa pelo bracelete.

Qual foi a vantagem de fichas de Nick Schulman no heads-up?

Schulman começou o heads-up com vantagem aproximada de 3:2 em fichas, mas Fujimoto virou a disputa e venceu.

Por que ganhar um torneio de 2-7 Triple Draw é tão importante?

Porque é uma modalidade muito técnica, em que leitura, disciplina e estratégia de draw são decisivas. Vencer esse evento mostra alto nível em mixed games.