Joey Weissman conquista o quinto troféu PGT no Poker Masters
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Joey Weissman venceu o Evento #3 do Poker Masters e faturou o quinto troféu PGT e $218,400. Veja as mãos decisivas e o impacto na disputa.
Joey Weissman volta ao live e já ganha título no Poker Masters
A volta de Joey Weissman ao poker ao vivo não poderia ter sido mais forte. Depois de um período longo longe dos torneios presenciais, o grinder nascido em Nova York e radicado em Las Vegas retornou ao PokerGO Studio e, já no Evento #3 do Poker Masters 2026, subiu ao topo do pódio.
A vitória lhe rendeu o quinto troféu do PokerGO Tour da carreira e $218,400. Mas o valor desse resultado vai além do prêmio. Poucos dias antes, Weissman havia conquistado seu segundo bracelete da WSOP na série de WSOP Online do outono, o que reforça a ideia de que sua fase é de altíssimo nível tanto no online quanto no live.
Para quem acompanha high rollers, esse tipo de retorno é especialmente relevante. O ambiente ao vivo pune qualquer perda de ritmo, principalmente em fields fortes, onde a leitura de ranges, o controle do stack e o timing dos blefes fazem enorme diferença. Weissman mostrou que a base técnica continua intacta e que a pausa não diminuiu sua capacidade de competir com a elite. Se você também quer manter o jogo afiado entre séries, vale conferir nossas páginas sobre salas de poker e escola de poker.
Um field de 78 entradas e muitos nomes pesados
O Evento #3 do Poker Masters 2026 foi um torneio de $10,500 No-Limit Hold’em e atraiu 78 entradas, formando um prize pool de $780,000. Apenas 12 jogadores chegaram ao dinheiro, o que é típico de uma etapa premium do PokerGO Tour: cada deep run vale muito, e cada ITM pode ser decisivo na corrida pelo purple jacket e pela classificação geral da temporada.
Weissman começou o dia final em 4º lugar entre os 6 sobreviventes, ou seja, sem a maior pilha de fichas. Na frente dele estavam alguns dos nomes mais respeitados do circuito:
- Jeremy Ausmus, seis vezes campeão da WSOP, oito vezes vencedor do PGT e campeão do PGT $1 Million Championship de 2025;
- Brock Wilson, campeão da U.S. Poker Open 2026;
- Dylan Linde, dono de três braceletes da WSOP e campeão do WPT;
- Shannon Shorr, recém-coroado quatro vezes campeão da WSOP.
Isso ajuda a dimensionar a força da conquista. Não houve caminho fácil nem mesa final fraca. Weissman precisou superar adversários com enorme bagagem e domínio de situações de pressão.
Também vale destacar o contexto da série. Nos três primeiros eventos do Poker Masters, Weissman já somava seu segundo cash, enquanto Myles Mullaly e Jesse Lonis também vinham empilhando resultados e mantendo a disputa pelo purple jacket aberta. Mullaly liderava a classificação, e Nick Palma ocupava a terceira posição geral após vencer o Evento #2.
As mãos que mudaram o rumo da mesa final
A mesa final começou com uma troca rápida de liderança. Ausmus entrou como chip leader, mas a vantagem não durou muito. Daniyal Gheba conseguiu um double logo no início contra ele, acertando um flush no turn com carta alta de rei em espadas. A partir dali, o jogo ganhou uma nova cara.
Gheba assumiu a liderança em fichas, mas Weissman esperou o momento certo. A mão mais importante veio quando a ação foldou até Ausmus no small blind. Ele deu all-in com cerca de 16 BB segurando 10♠9♦, e Weissman pagou com A♥Q♣. Ausmus ainda pegou um flush draw de espadas no turn, mas o board não ajudou até o river, encerrando sua campanha na 6ª colocação por $39,000.
Essa é uma situação clássica de late stage em high roller: o stack de 16 BB parece curto, mas ainda é suficiente para gerar pressão. Weissman não hesitou e fez a escolha correta, porque seu A-Q tinha valor suficiente para pagar e não deixar o oponente transformar o spot em um blefe lucrativo.
Depois disso, foi a vez de Dylan Linde viver altos e baixos. Ele conseguiu um grande double through Wilson, mas em seguida enfrentou um cooler pesado: par de damas contra par de reis de Gheba em um pote de cerca de 90 BB. Com isso, Linde caiu em 5º lugar e levou $54,600.
A mão das damas e a arrancada decisiva de Weissman
Quando a mesa foi reduzida a quatro jogadores, o jogo ficou ainda mais concentrado. Brock Wilson ainda conseguiu subir um degrau após a eliminação de Linde, mas Gheba seguia com uma pilha muito confortável e pressionava o restante do field.
Foi então que Weissman encontrou sua grande mão: par de damas contra par de setes de Gheba. Dessa vez o par maior segurou, e Weissman ainda floppou uma trinca, conquistando um pote gigante e assumindo uma pilha dominante. Em torneios desse porte, esse tipo de mão muda tudo: você sai da zona de sobrevivência e passa a controlar a mesa.
Shannon Shorr foi o próximo a cair. Ele empurrou a pilha do small blind com cerca de 14 BB segurando Q♥9♥, e Weissman pagou no big blind com A♦9♠. O board 10♠4♣4♦5♦J♦ não trouxe ajuda para Shorr, que terminou em 3º lugar com $101,400.
O heads-up durou pouco. Na primeira mão da disputa final, Weissman deu all-in com Q♣8♣, e Gheba pagou com Q♠3♠. O board J♠2♣2♥2♦ parecia caminhar para um chop, mas o river trouxe o 8♠, completando Full House para Weissman e encerrando o torneio de forma dramática. Gheba, que já tinha terminado em 5º no Evento #1, ficou com $140,400 pelo vice-campeonato.
Análise técnica: por que essa vitória importa na corrida do PGT
A conquista de Weissman tem peso estratégico dentro da temporada. Mais do que um troféu, ela reforça como a consistência em séries de alto nível é construída a partir de decisões precisas, controle emocional e boa leitura de stack depth.
Os principais aprendizados são claros:
- Stacks de 14 a 16 BB decidem torneios. As eliminações de Ausmus e Shorr mostram como os spots curtos definem o final de uma série;
- Mãos premium precisam ser convertidas em fichas. Weissman não desperdiçou a vantagem com as damas e transformou um spot forte em domínio de mesa;
- Cashes em sequência valem muito. Com 241 PGT points, ele assumiu a 2ª colocação na corrida do Poker Masters após três eventos, o que mantém viva a briga pelo purple jacket.
Na classificação geral da temporada, Weissman também subiu para 40º lugar no ranking do PGT, exatamente a linha de corte para se classificar ao PGT Championship de $1 milhão no fim do ano. Isso transforma a vitória em um passo prático rumo a um dos eventos mais importantes do calendário.
Para quem quer evoluir no circuito, o recado é direto: estudar spots, revisar ranges e manter o volume são hábitos indispensáveis. Recursos como promoções e bônus, clubes de poker e até oportunidades via agente de poker fazem parte da estrutura que sustenta carreiras longas no jogo.
Fechamento: um retorno forte em uma série que ainda vai longe
Weissman não apenas venceu um torneio; ele voltou ao centro das atenções em um dos ambientes mais competitivos do poker mundial. A combinação de títulos recentes, leitura sólida e execução precisa em momentos de pressão mostra que ele está plenamente de volta ao ritmo das grandes séries.
A disputa pelo purple jacket segue aberta, com Myles Mullaly na liderança e Nick Palma também bem colocado. Mas, depois desse resultado, Weissman passa a ser um dos nomes mais perigosos do Poker Masters 2026.
Em fields tão duros, cada decisão pesa. E Weissman provou que continua tomando as decisões certas quando as fichas mais importam.
FAQ
Quantos troféus do PokerGO Tour Joey Weissman tem agora?
Com a vitória no Evento #3 do Poker Masters, Joey Weissman chegou ao quinto troféu do PokerGO Tour.
Quanto Joey Weissman ganhou no Poker Masters #3?
Ele faturou $218,400 pela vitória no torneio de $10,500 No-Limit Hold’em.
Quem terminou em segundo lugar no Poker Masters #3?
Daniyal Gheba ficou com o vice-campeonato e recebeu $140,400.
Em que lugar Jeremy Ausmus terminou na mesa final?
Jeremy Ausmus caiu em 6º lugar e levou $39,000.
Como ficou Joey Weissman na classificação do PGT?
A vitória levou Weissman ao 40º lugar no ranking geral do PGT, na linha de corte para o PGT Championship de $1 milhão.