Erik Seidel fica em 2º em torneio de backgammon
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Erik Seidel terminou em 2º no $2,500 Super Jackpot do Las Vegas Open e mostrou que leitura de jogo também vale fora do poker.
Erik Seidel prova que visão estratégica funciona em qualquer mesa
Erik Seidel é uma lenda do poker: campeão de dez braceletes da World Series of Poker, membro do Poker Hall of Fame e um dos nomes mais respeitados da história dos torneios. Neste ano, porém, ele está jogando uma agenda reduzida no poker. Mesmo assim, encontrou espaço para voltar a um jogo que já fez parte da sua trajetória competitiva: o backgammon.
O resultado foi forte. Seidel terminou em 2º lugar no $2,500 Super Jackpot do 2026 Las Vegas Open. Para um jogador comum, isso já seria um ótimo feito. Para alguém do calibre dele, a colocação reforça uma verdade conhecida por quem acompanha jogos de habilidade: fundamentos sólidos atravessam modalidades.
O retorno ao backgammon depois de mais de 40 anos
Antes do torneio, Seidel comentou no X que jogaria seu primeiro evento de backgammon em mais de 40 anos, contra alguns dos melhores jogadores do mundo. Com o humor de sempre, ele disse que talvez isso o mandasse de volta para a aposentadoria — e que tentaria novamente daqui a 40 anos.
A brincadeira esconde um ponto importante: não se tratou de uma aparição casual. Segundo o livro *Deal Me In*, Seidel passou cerca de oito anos no circuito de backgammon antes de migrar para o poker em tempo integral. Ou seja, o desempenho em Las Vegas é também um retorno a uma base antiga, não apenas uma curiosidade de crossover.
Como o backgammon ajudou a formar um campeão de poker
Seidel já contou que, ainda jovem, ganhava dinheiro com diferentes jogos, incluindo backgammon. Na adolescência, ele jogava em um clube na região da 75th Street com a Broadway, no Upper West Side de Manhattan, e depois de ler o livro inovador de Paul Maguire, *Backgammon*, passou a se sentir o melhor jogador do colégio.
Isso ajuda a entender por que ele se adaptou tão bem ao poker. Backgammon ensina leitura de risco, paciência, controle emocional e aceitação da variância — competências que também são decisivas no poker. Quem joga torneios sabe que a diferença entre um deep run e uma eliminação precoce muitas vezes está justamente na qualidade das decisões, não na sorte isolada.
Se você quer desenvolver essa base com estudo estruturado, a nossa escola de poker é um bom ponto de partida para transformar intuição em processo.
Por que esse resultado interessa aos jogadores de poker
A segunda colocação de Seidel não é apenas uma nota simpática sobre um campeão veterano. Ela mostra como atletas mentais de elite mantêm a competitividade mesmo fora da disciplina principal. Em poker, isso é especialmente relevante porque o jogo exige muito mais do que saber as cartas: requer disciplina, leitura de ranges, gestão de bankroll e adaptação constante.
Muitos profissionais hoje alternam entre salas de poker, clubes de poker e séries ao vivo, buscando o melhor ambiente para volume, edge e conforto. Outros complementam a carreira com conteúdos, coaching e até com atuação como agente de poker. Nesse cenário, versatilidade vira uma vantagem real.
Análise de especialista: a lição estratégica por trás da campanha
Backgammon e poker não são a mesma coisa, mas compartilham uma base essencial: decisões sob incerteza. É por isso que o resultado de Seidel chama atenção além da curiosidade jornalística.
O que essa campanha mostra, na prática:
- experiência profunda continua valendo mesmo depois de longas pausas;
- o pensamento probabilístico é transferível entre jogos;
- grandes competidores mantêm vantagem porque focam no processo, não apenas no resultado final.
Para o jogador de poker, a mensagem é clara: estudar ranges, cenários de all-in, ICM e adaptação de estratégia segue sendo o caminho mais consistente para construir EV no longo prazo. Em outras palavras, a mentalidade que funciona no backgammon também explica por que Seidel continua perigoso em qualquer mesa.
O pano de fundo das mudanças tributárias no poker
O contexto desta notícia também passa pela decisão de Seidel de reduzir o volume no poker por causa da regra tributária incluída no One Big Beautiful Bill Act. A norma permite deduzir apenas 90% das perdas, o que pode deixar jogadores pagando imposto mesmo em um ano negativo.
Seidel foi direto ao ponto ao dizer que as margens são muito apertadas e que nem mesmo os melhores conseguem compensar totalmente esse impacto. Para profissionais, isso não é detalhe jurídico: é uma mudança que mexe com a viabilidade econômica da carreira e força uma reavaliação de volume, seleção de eventos e gestão financeira.
Conclusão: uma lembrança do tamanho de Erik Seidel
Ficar em 2º lugar num torneio de backgammon já seria notícia por si só. Quando isso vem de Erik Seidel, o recado é ainda mais forte: os melhores jogadores não dependem de uma única mesa para mostrar seu nível.
Ele continua sendo um símbolo de excelência estratégica, e essa campanha em Las Vegas reforça exatamente isso. Mesmo longe da rotina intensa do poker, Seidel ainda encontra formas de competir, pensar melhor e desafiar os melhores do mundo.
FAQ
Em que posição Erik Seidel terminou no torneio de backgammon em Las Vegas?
Ele terminou em 2º lugar no $2,500 Super Jackpot do 2026 Las Vegas Open.
Erik Seidel já jogou backgammon profissionalmente?
Sim. Segundo o livro Deal Me In, ele passou cerca de oito anos no circuito de backgammon antes de se dedicar ao poker em tempo integral.
Por que Erik Seidel reduziu sua agenda de poker?
Ele disse que a regra tributária do One Big Beautiful Bill Act tornou a profissão menos viável financeiramente.
Quanto Erik Seidel já ganhou em torneios de poker?
Os prêmios acumulados dele em torneios passam de US$ 50,5 milhões.
O que o backgammon ensina para quem joga poker?
Ele ajuda a desenvolver cálculo de probabilidade, paciência, controle emocional e tomada de decisão sob pressão.