Asi Moshe e Daisuke Ogita brilham em marcos da WSOP
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Asi Moshe conquistou sua quinta bracelete da WSOP, e Daisuke Ogita virou milionário no mini main event. Veja a análise completa.
A WSOP 2026 já vai muito além do Main Event
A World Series of Poker 2026 está em andamento, e o Main Event de US$ 10.000 naturalmente concentra a maior parte da atenção. Mas algumas das histórias mais fortes do verão estão acontecendo nos eventos paralelos, onde jogadores estão transformando runs profundos em marcos de carreira.
Desta vez, Asi Moshe, Daisuke Ogita e Patrick Stacey garantiram conquistas importantes. Moshe levou a quinta bracelete da carreira, Ogita transformou o título do mini main event em um prêmio de sete dígitos, e Stacey celebrou sua primeira bracelete da WSOP logo depois do Canada Day.
Esse tipo de diversidade é justamente o que faz a WSOP ser tão especial. A série recompensa especialistas de no-limit hold’em, veteranos de mixed games e jogadores que perseguem por anos a primeira grande vitória. Para quem acompanha a evolução do jogo, esses resultados também mostram como estudo, volume e estrutura fazem diferença — algo que uma escola de poker ajuda a construir com mais consistência.
Asi Moshe estabelece novo recorde pessoal no $3.000 NLH freezeout
Asi Moshe já é um nome respeitado no cenário internacional há mais de uma década. Sua primeira bracelete da WSOP veio em 2014, junto com um prêmio de US$ 582.321, que durante anos foi a referência da sua carreira. Em 2019, ele voltou a vencer, mas foi apenas em 2026 que conseguiu superar o próprio teto.
Moshe venceu o $3.000 no-limit hold’em freezeout, superando um field de 1.792 entradas e ficando com a maior fatia de um prize pool de US$ 4.784.640. O prêmio de US$ 683.830 virou o maior cash da sua trajetória, além de representar a quinta bracelete da carreira — o maior número entre jogadores de Israel.
A vitória também rendeu 1.620 pontos no Card Player Player of the Year, o que colocou Moshe no top 200 da classificação anual com apenas esse resultado. Em uma temporada longa, um único resultado desse tamanho pode mudar completamente a narrativa de um jogador.
O bom começo no torneio já sinalizava que Moshe estava confortável. Ele terminou o Dia 1 como chip leader, o que mostrou leitura de mesa e controle de stack desde cedo. No Dia 2, com 226 jogadores restantes, nomes fortes como David Miscikowski, Chris Moorman e Andrew Moreno também estavam com stacks altos. Os três acabaram chegando à mesa final.
Moshe controlou a mesa final do começo ao fim
Moshe começou o terceiro e último dia em segundo lugar, atrás de Moreno, com 14 jogadores ainda vivos. Entre as primeiras eliminações do Dia 3 esteve Martin Jacobson, campeão do Main Event de 2014, que terminou em 13º lugar e levou US$ 37.990.
Quando a mesa final foi formada, Moshe assumiu o controle e não soltou mais. Em fields grandes e técnicos, isso normalmente significa que o jogador está tomando as decisões certas nas horas mais caras do torneio.
Os principais potes da reta final foram decisivos:
- suas damas de mão venceram os valetes de mão de Moreno, eliminando o adversário em 8º lugar por US$ 78.210;
- depois, ele despachou Moorman quando seu K♠Q♣ segurou contra A♥4♠, tirando o indicado ao Poker Hall of Fame de 2026 em 7º por US$ 101.900;
- em seguida, também eliminou Miscikowski em 6º lugar, por US$ 134.330.
Do momento em que a mesa final foi definida até a última mão, Moshe nunca abriu mão da liderança em fichas. O chinês Qiao Du tentou reagir e conseguiu um double-up, mas a última mão não trouxe milagre: o Q♥10♥ de Du não melhorou contra o A♥K♦ de Moshe, encerrando o torneio.
Essa bracelete se junta às conquistas de Moshe em Las Vegas, em 2014 e 2019, além das vitórias na WSOP Europe em 2018 e 2019. O conjunto de resultados reforça que ele não depende de um único local ou formato para performar em alto nível.
Daisuke Ogita lidera o melhor verão da história recente do Japão na WSOP
O poker no Japão cresceu muito nos últimos 15 anos, e 2026 já se desenha como o melhor ano do país na WSOP. Naoya Kihara, primeiro japonês a ganhar uma bracelete da série, abriu a campanha de 2026 com sua segunda bracelete e, em seguida, a terceira. Depois disso, ainda fez mais três deep runs, incluindo um 7º lugar no campeonato de deuce-to-seven triple draw de US$ 10.000, vencido pelo compatriota Koji Fujimoto.
Mas a maior vitória japonesa do verão veio com Daisuke Ogita. Ele conquistou a quarta bracelete japonesa da WSOP 2026 ao vencer o $1.000 mini main event e levou também o maior prêmio entre os resultados do país nesta edição: US$ 1.000.000.
Ogita já era um campeão experiente, com títulos no Asian Poker Tour, European Poker Tour e no Aria Poker Classic. Ainda assim, vencer a WSOP pela primeira vez, e logo com um prêmio de sete dígitos, muda o patamar de qualquer currículo.
A vitória rendeu 1.440 pontos no Card Player POY, deixando Ogita logo fora do top 200. Para quem está construindo uma carreira no circuito, esse tipo de resultado pode abrir portas em salas de poker, além de ajudar no planejamento de calendário e na escolha dos eventos certos.
O mini main event reuniu um field gigante e um prize pool enorme
O mini main event virou um dos torneios mais populares da WSOP porque entrega a atmosfera do Main Event com um buy-in muito menor. Essa combinação atrai massas de jogadores e cria campos gigantescos, com premiações muito acima da média.
Em 2026, o torneio recebeu 12.560 entradas em três flights iniciais e formou um prize pool de US$ 11.052.800. Isso mostra por que o evento já deixou de ser apenas uma alternativa mais barata: hoje ele tem peso próprio no calendário.
Ogita estava entre os 205 jogadores que embolsaram fichas no Dia 1a, o que lhe deu alguns dias para descansar e se preparar para a fase mais pesada. Em eventos desse tamanho, esse intervalo pode ser decisivo para recuperar energia e revisar estratégias.
Quando o Dia 2 começou com 934 jogadores vindos dos três flights combinados, o torneio já estava em modo de pressão máxima. Em fields assim, uma boa value bet, um bluff bem escolhido ou um fold disciplinado podem mudar completamente o rumo de uma campanha.
Análise de especialista: o que esses resultados mudam para jogadores e para o mercado
As vitórias de Moshe e Ogita valem muito mais do que braceletes e dinheiro. Elas ajudam a entender tendências importantes do poker atual.
Primeiro, a WSOP continua premiando consistência e adaptação. A quinta bracelete de Moshe veio em um field enorme, contra adversários fortes e em uma mesa final complicada. Isso reforça que o poker ao vivo de alto nível ainda depende dos fundamentos executados sob pressão.
Segundo, o resultado de Ogita mostra o quanto o poker global se expandiu. O Japão já não aparece como exceção: o país está produzindo campeões recorrentes, runs profundos e resultados de destaque. Isso fortalece o ecossistema do jogo e amplia o alcance da indústria em clubes de poker, circuitos regionais e grandes séries internacionais.
Terceiro, esses desfechos lembram o quanto bankroll, seleção de torneios e preparação mental são essenciais. Campos gigantes oferecem upside enorme, mas exigem paciência, leitura de estrutura e resistência emocional. Quem quer evoluir de verdade costuma precisar de uma combinação equilibrada de volume, estudo e uso inteligente de promoções e bônus para sustentar a rotina.
Para quem mira o profissionalismo, a mensagem é clara: grandes resultados não acontecem por acaso. Eles são construídos com consistência, disciplina e capacidade de tomar boas decisões quando o pote cresce e a pressão aumenta.
Conclusão: a WSOP 2026 já entregou várias histórias marcantes
Antes mesmo do desfecho do Main Event, a WSOP 2026 já produziu histórias de peso. Asi Moshe chegou à quinta bracelete e ao maior prêmio da carreira, Daisuke Ogita virou milionário e ampliou a presença japonesa na série, e Patrick Stacey conquistou sua primeira bracelete com um sabor especial logo após o Canada Day.
É isso que faz a WSOP continuar sendo a série mais fascinante do poker mundial. Não se trata apenas de um grande torneio. Trata-se de centenas de oportunidades para mudar vidas, consolidar reputações e transformar anos de trabalho em um resultado histórico.
Com o Main Event ainda em andamento, vale acompanhar também os demais torneios. Muitas das histórias mais importantes do verão estão sendo escritas justamente agora.
FAQ
Quantas braceletes da WSOP Asi Moshe tem agora?
Asi Moshe passou a ter cinco braceletes da WSOP após vencer o $3.000 no-limit hold’em freezeout em 2026. Esse é o maior número entre jogadores de Israel.
Quanto Daisuke Ogita ganhou no mini main event da WSOP?
Daisuke Ogita ganhou US$ 1.000.000 ao vencer o $1.000 mini main event. Foi o maior prêmio da carreira dele.
Quantas entradas teve o mini main event da WSOP 2026?
O mini main event teve 12.560 entradas em três flights iniciais. O prize pool total chegou a US$ 11.052.800.
Por que a vitória de Asi Moshe importa para o ranking POY?
Moshe somou 1.620 pontos no Card Player POY com a vitória. Isso o colocou entre os 200 melhores do ranking anual.
O que a vitória de Daisuke Ogita representa para o poker japonês?
A vitória reforça o melhor verão recente do Japão na WSOP e mostra que os jogadores japoneses estão competindo e vencendo em alto nível nos maiores eventos do mundo.